[Clipping] Destaques do mês de agosto/2020

Veja a seleção de notícias sobre migração transnacional na mídia em agosto de 2020:

Pão delícia baiano, com toque cubano

Um casal de cubanos que solicitou refúgio no Brasil contou com a solidariedade na Bahia, onde moram, para superar a crise durante a pandemia de Covid-19. De acordo com matéria do G1, a cubana conseguiu, através de uma rede de apoio. realizar um curso de gastronomia e passou a fazer quitutes – como o pão delícia com um toque cubano – para vender durante o isolamento social. O casal trouxe o filho mais novo, de 8 anos, e tenta juntar dinheiro para trazer a filha, de 10 anos, que ficou com a avó em Cuba.

Grupo de refugiados venezuelanos chega a Brasília com emprego garantido

Um grupo de 27 refugiados venezuelanos que estava em Roraima desembarcou em Brasília em meados de agosto com emprego garantido. Parte do grupo foi contrata por uma rede de fast food. De acordo com o site Metropoles, ainda em Boa Vista, o grupo teve aulas de português e recebeu informações sobre aspectos culturais para o processo de interiorização, coordenado pela Operação Acolhida.

Brasil tem 12 milhões de árabes ou de origem árabe

Cerca de 12 milhões de pessoas que vivem no Brasil são árabes ou de origem árabe, o que representa 7% da população brasileira. De acordo com a Folha de S.Paulo, a maioria da população árabe é de origem libanesa e está concentrada no Sudeste (39%). Sírios e marroquinos também estão no topo da lista de nacionalidade. Entre os imigrantes, perseguições religiosas, crises socioeconômicas e geopolíticas foram os principais motivos para a migração. As informações estão no censo realizado pela H2R Pesquisas Avançadas, com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira e o Ibope. A pesquisa ouviu 3.602 e foi realizada em outubro de 2019, portanto, não apontando efeitos da pandemia de Covid-19.

Amazônia teve campo de concentração para japoneses durante a guerra

Durante a Segunda Guerra Mundial, um campo de concentração na Amazônia aprisionou centenas de famílias japonesas. Segundo matéria da BBC Brasil, quando o Brasil rompeu relações com países do Eixo em 1942, parte da população brasileira passou a ser perseguida, como alemães, italianos, japoneses e seus descendentes. Eles foram enviados para 11 campos espalhados pelo país com o objetivo de evitar que fossem agentes infiltrados para passar informações para seus países de origem. Os japoneses ficaram em Tomé-Açu, o único na região amazônica, onde viviam sob regras rígidas, como racionamento de energia, toque de recolher e censura de correspondências.

Hajime Yamad chegou à região com a primeira leva de imigrantes japoneses, em 1929, aos 16 anos. Crédito: Sarita Reed.

EUA estendem alerta para americanos não viajarem ao Brasil

Os Estados Unidos estenderam o alerta para que americanos não viajem ao Brasil por conta da pandemia de Covid-19 e da violência no país. De acordo com matéria publicada no Uol, o aviso começou no dia 19 de março e foi renovado no dia 6 de julho. Além de encontrarem lugares fechados por causa da pandemia, o governo daquele país também cita cidades-satélites de Brasília, áreas de fronteira na região Norte e comunidades como lugares de “alto risco” pela falta de segurança.

Ação civil pública no Acre pede suspensão de deportação de imigrantes

Imigrantes que entram pela fronteira podem ter a deportação suspensa. A deportação dos refugiados obedece a uma portaria do governo federal que fechou a fronteira após a pandemia de Covid-19. Segundo o G1, cerca de três grupos já entraram pelo Acre de forma irregular. Uma ação civil pública coletiva, de diversos órgãos, pede a suspensão dos autos da deportação. Os órgãos não questionam a portaria, mas a política pública que impede a entrada de refugiados durante a pandemia. A Advocacia-Geral da União informou que ainda não foi notificada.

Brasil reconhece 8 mil venezuelanos como refugiados

O governo brasileiro reconheceu em bloco a condição de refugiado de cerca de 8 mil venezuelanos no dia 31. Com a medida, os refugiados têm mais facilidade de acesso a serviços como saúde e educação. Foram 7.795 adultos e 197 crianças, totalizando 7.992 venezuelanos. De acordo com o Portal Brasil, são quase 40 mil refugiados da Venezuela reconhecidos nos últimos oito meses.

Fernanda Paraguassu
Jornalista e pesquisadora do Grupo Diaspotics



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