Governador do Amazonas admite que médicos estrangeiros atuam no interior do Estado.Ele voltou a afirmar que muita gente morre na região, não por falta de hospitais, mas por falta de médicos. “Em vez de controlar médicos que estão trabalhando, salvando vidas, deveriam se preocupar em controlar a maconha e a cocaína que entram no Amazonas e estão matando nossos jovens”. No Brasil, faltam cerca de 160 mil médicos.

O governador Omar Aziz admitiu nesta quarta-feira (13/03/2013) que os médicos estrangeiros atuantes no Estado do Amazonas entram no Brasil e atendem aos pacientes no interior do Amazonas de forma clandestina, sem a permissão das autoridades nacionais e do Conselho Regional de Medicina (CRM). Omar desconhece o número desses profissionais que atuam no Estado, admite não ter controle sobre eles, já que não é papel do Governo do Estado, e afirma nada tem a ver com o problema.

“Em vez de controlar médicos que estão trabalhando, salvando vidas, deveriam se preocupar em controlar a maconha e a cocaína que entram no Amazonas e estão matando nossos jovens. Não tenho controle (sobre os médicos estrangeiros), não quero saber, eu ouvi dizer que há médicos nessas condições trabalhando lá. Não tenho certeza”, declarou o governador ao deixar à noite o Palácio do Planalto.

Omar Aziz e a bancada parlamentar do Amazonas, na Câmara dos Deputados, estiveram com a presidente Dilma Rousseff a quem apresentaram um rosário de problemas, reivindicações demandas do Estado. A demanda mais que urgente levada à presidente da República foi a falta de médicos no interior. O governador voltou a dizer que estão morrendo muitas pessoas não por falta de hospitais, mas por escassez de médicos especialistas (pediatras, ginecologistas/obstetras, anestesistas e cirurgiões). Informou que há um déficit de 2 mil médicos no Estado, com 0,6 profissionais por cada mil amazonenses. No Brasil, faltam cerca de 160 mil médicos.

Para o governador amazonense, a saída é a contratação de médicos especialistas e com urgência. Ele ouviu da presidente que o Governo federal deverá trazer médicos de outros países para atender à demanda reprimida do Norte, Nordeste e das periferias das grandes cidades, assim como está sendo elaborada uma medida provisória e que já foi publicado um edital com o chamamento de médicos de outros países com salário de R$ 8 mil. “Minha proposta é que só devem ser credenciados médicos de outros países se os brasileiros não preencherem as vagas necessárias e só poderão trabalhar, temporariamente, naqueles municípios para o qual receberem autorização do CRM”, sugeriu Omar Aziz.

Antônio Paulo
(Editado)

(A Crítica – 13/03/2013)