Situação dos refugiados no Brasil será tema de estudo. Pesquisa sobre perfil dos refugiados será coordenada pelo Ipea, em parceria com o Conare e o ACNUR.
O Ministério da Justiça quer saber que dificuldades enfrentam os 4 mil e 700 refugiados de várias nacionalidades que vivem no Brasil.
Um estudo sociodemográfico com o perfil dos refugiados deve ficar pronto em 18 meses e vai auxiliar o governo a construir políticas públicas mais embasadas destinadas a esse público.
O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) assinaram nesta quinta-feira (11/04/2013), na sede do Ministério da Justiça, acordo de cooperação técnica com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), para a realização da pesquisa.
O estudo, que será coordenado pelo Instituto, vai identificar os problemas e avaliar o alcance das ações de apoio do governo federal para integração dessas pessoas na sociedade brasileira.
O representante do Ipea, João Brígido Bezerra, informou que o órgão já possui experiência com levantamento de imigrantes, mas essa será a primeira vez que trabalhará com refugiados. Segundo ele, há levantamentos de gastos mostrando que há muito mais investimento feito, além do orçamento já dispendido com os refugiados pelo Governo Federal e ACNUR.
O presidente do Conare, Paulo Abrão, afirma que o governo dará salto qualitativo com a identificação das reais demandas dos refugiados. “Há processos que não estão visíveis e precisamos direcionar um conjunto de novas ações”, explica o secretário do Ministério da Justiça. O representante do ACNUR, Andrés Ramirez, que também assinou o documento, complementou que o levantamento poderá aprimorar o programa voltado aos refugiados “na medida em que nos permitirá ter maior clareza sobre sua situação num país tão grande e diverso”.
(IPEA – 12/04/2013)
