Haitianos e senegaleses marcham por direitos. 

Cerca de 200 haitianos e senegaleses residentes de Caxias do Sul participaram de uma marcha na tarde de ontem (15/12/2013). Eles partiram da praça Dante Alighieri, no Centro, por volta das 15h30min, e seguiram pela Avenida Júlio de Castilhos em direção ao Monumento Nacional ao Imigrante.

No caminho, o grupo parou em frente a sede regional da Polícia Federal. O ato representa a principal reivindicação dos imigrantes, segundo a presidente da comissão de direitos humanos da Câmara de Vereadores, Denise Pessôa:

— Muitos cartazes tinham como pedido único o avanço da lei brasileira sobre os estrangeiros. Eles esperam pelo visto permanente e, assim, também alcançar o direito da assistência social.

A mobilização teve como inspiração o Dia Internacional dos Imigrantes, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), que é comemorado no dia 18 de dezembro.

Durante a maior parte do trajeto, que durou cerca de duas horas, o grupo entoou uma canção do país de origem que tem o refrão traduzido por ” Todos temos o mesmo Deus”. Ao final da marcha, o grupo fez um abraço simbólico no Monumento ao Imigrante.

Senegaleses regularizados

A informação de que o Conselho Nacional de Imigração (CNIg) definiu regras para regularizar a situação dos senegaleses no Brasil foi repassada pela vereadora e presidente da Comissão de Direitos Humanos do legislativo caxiense, Denise Pessôa (PT) na semana passada (10). O Conselho Nacional deliberou que os senegaleses que estão no Brasil há mais de seis meses com solicitação de refúgio na Polícia Federal irão receber um termo de permanência. Os que estão há menos de seis meses, mas com carteira assinada, também terão direito e, ainda, todo o núcleo familiar daquele que for enquadrado nos requisitos.

A definição do CNIg será publicada no Diário Oficial da União. Denise comemora a informação que foi recebida no Dia Internacional dos Direitos Humanos, 10 de dezembro. Para ela, a presença dos estrangeiros no Brasil, e em Caxias do Sul, é uma realidade e não tem como fugir. Ela defende políticas públicas que pensem em um projeto de acolhimento.

Os últimos dados apurados pela Comissão de Direitos Humanos são de que Caxias já recebeu cerca de 650 senegaleses. A União irá publicar uma lista com os nomes dos africanos que serão enquadrados da regularização. A Comissão de Direitos Humanos de Caxias terá que enviar os nomes dos africanos de Caxias do Sul que se enquadram na regularização.

(Agências)