Na tarde de ontem (domingo, dia 8 de março de 2026), cinco migrantes equatorianos foram agredidos pela Guarda Municipal do Rio de Janeiro no Calçadão da Praia de Copacabana na altura do Posto 5. Uma família composta por um pai, uma mãe e três filhos (um de dezenove anos e duas crianças) foi abordada com truculência pelos guardas municipais enquanto os pais vendiam mercadorias.

A mãe e o filho de 19 anos, que afirma ter recebido de três socos nas costas e um mata-leão, foram presos. Vítima de uma ação violenta e arbitrária, a família foi conduzida à delegacia. O ato foi registrado como crime de resistência.

O caso está sendo conduzido pela advogada Raisa Machado do Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI-RIO). Ontem à noite, foi informado à equipe do oestrangeiro.org que os depoimentos dos migrantes não foram prestados e não foi disponibilizado um tradutor, pela delegacia. Os migrantes moram na cidade há quatro meses e não dominam o idioma. 

Inicialmente, foi negada a possibilidade de se fazer exame de corpo de delito nas pessoas agredidas. Na delegacia, foi permitido que Raisa e Adriana Maria de Assumpção (membro do grupo de pesquisa DIASPOTICS) atuassem como tradutoras para os adultos.

O depoimento da família foi aceito e o exame de corpo delito será realizado no dia de hoje, nas instalações do IML. O CRAI garantiu o atendimento jurídico humanizado da família, o suporte necessário para o registro do Boletim de Ocorrência e a solicitação do exame de corpo de delito para toda família.