Governo brasileiro deve propor a Portugal, Espanha e Cuba que os médicos, que queiram trabalhar temporariamente no Brasil, não tenham de fazer o exame de revalidação do diploma de medicina, divulgou hoje a imprensa brasileira.

O Brasil oferecerá vistos de trabalho de entre dois e três anos para médicos da Espanha, Portugal e Cuba que queiram exercer a profissão em cidades do país com atendimento de saúde deficiente, disse nesta segunda-feira (20/05/2013) Thomas Traumman, porta-voz da presidente Dilma Rousseff.

A ideia do programa é concentrar os médicos em cidados onde não há ou onde há um índice de profissionais muito abaixo da média mundial e em subúrbios.

Os médicos estrangeiros só poderão atuar nas áreas determinadas pelo Governo brasileiro, em periferias e no interior do país, por período que não deve passar de três anos.

Caso queiram trabalhar mais tempo no Brasil, terão então de fazer o exame de revalidação do diploma de medicina, seguindo um modelo já adotado por países como Canadá, Austrália, Reino Unido e a própria Espanha.

Este será o modelo de contratação de estrangeiros que o Brasil vai adotar, afirmou, por outro lado, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Nosso maior interesse é atrair médicos de Espanha e Portugal para atuar restritamente em regiões com carência de profissionais, por um período de dois, três anos, na área de atenção primária, em que a Espanha tem grande tradição. O Brasil precisa de mais médicos, mais próximos da população e com mais qualidade”, disse o ministro.
O Governo espanhol já indicou ter muito interesse no convénio.

A Espanha tem 20 mil médicos desempregados. O Brasil é o segundo local de interesse (depois da Inglaterra) do Ministério da Saúde espanhol para exportar profissionais.

O Governo espanhol já tem contrapartidas para oferecer ao Brasil, como facilidades e bolsas para estudantes brasileiros no país.

“Eu, como ministro da Saúde, vendo de um lado a situação de médicos qualificados sem perspectiva de emprego na Espanha e em Portugal, e de outro, a necessidade de mais médicos para uma população [no Brasil] não vou ficar parado sem pensar em construir parcerias”, acrescentou Padilha.

Já o porta-voz da Dilma afirmou que o governo negocia esse programa com os três países desde o ano passado e esclareceu que o número de médicos que poderia vir ao Brasil “não está fechado”. O Governo antecipou no começo do mês que no caso de Cuba o número poderia girar em torno dos 6.000 profissionais.

(Agências – 20/05/2013)