MOÇAMBICANA CANTA PAULISTA

A avenida Paulista apresentada e cantada pela artista imigrante moçambicana Lenna Bahule.

Já pensou em mapear as ruas ao redor do mundo ao som de muita música e histórias interessantes? Pois essa é a principal proposta do “Na Rua”,iniciativa da produtora Fuego. O projeto propõe-se a mostrar que, assim como as pessoas têm suas próprias personalidades, as ruas dos mais diversos locais do mundo também possuem uma identidade sonora que se mistura às narrativas de seus transeuntes. Contando uma história “não linear,emocional e particular das cidades”, como o próprio projeto se define, o “Na Rua” quer mostrar fatos que passam despercebidos pelas pessoas a cada esquina, a cada quarteirão.

Cada artista escolhe uma rua especial em sua vida e toca canções ao vivo nesse mesmo endereço. Os vídeos inéditos do Na Rua não duram mais do que quatro minutos e vão ao ar toda terça-feira, através do canal do projeto no Youtube. O material consiste em um guia musicado informal, que trará informações de cada local escolhido, sugerindo bares, restaurantes, lazer e teatros a se frequentar, além de vários outros dados sugeridos através de redes sociais como Facebook, Foursquare, Instagram e Twitter.

A moçambicana e a Paulista

A moçambicana Lenna Bahule é a protagonista do sexto vídeo da série. Nele, a cantora conta sobre seu amor à Avenida Paulista, em São Paulo, e um pouquinho de sua história de vida. Lenna, que começou a estudar música com o pai aos cinco anos de idade, escolheu a Avenida Paulista “porque ela é deslumbrante”, como disse, e deu dicas: “Sugiro a casinha de sucos de fruta e salgadinhos na esquina da Livraria Cultura (não me lembro do nome da rua que cruza a Paulista naquela altura); a própria Livraria Cultura, a Casa das Rosas, parque do Trianon Masp e o próprio Museu de Artes.” A moçambicana escolheu tocar a música “Eu Quero Ser”, que dizia, em alguns versos: “Eu quero ser o sol, eu quero ser a luz, eu quero ser cor. Eu quero ser sonho e viajar no tempo”.

Sob direção de Bruno Henrique BHS, o projeto segue com sua tentativa de mapear todas as ruas do mundo pelos quais artistas independentes já se apresentaram. Tudo isso através de registros envoltos à muita música, histórias e construção de identidades – sejam essas de ruas ou de pessoas.

Gabriela Isaias

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui

Veja o vídeo



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