MUNICÍPIO DO SUL CONTRATA HAITIANO PARA AUXILIAR OUTROS ESTRANGEIROS

O imigrante, que fala cinco idiomas, ainda está concluindo o ensino médio.

Haitianos, indianos, senegaleses e bengaleses entram no Brasil diariamente. Eles vêm em busca de melhores condições de vida, mas também de formação educacional. Visando inclusive ajudar os que ficaram, muitos não tem ideia do que vão encontrar. Renél Simon veio do Haiti e trabalhará na Secretaria do Trabalho, Habitação e Assistência Social de Lajeado (Sthas) auxiliando os recém chegados a vencer a maior barreira: o idioma.

Simon prestará o serviço de Orientação Social aos estrangeiros. O serviço consiste, além da tradução, o encaminhamento dos trablhadores quanto às necessidades de documentação, e todo um direcionamento. O haitiano fala inglês, francês, crioulo, português e espanhol. Atualmente ele conclui o ensino médio na Escola Estadual de Ensino Médio Érico Veríssimo, e caminha para uma vaga na faculdade federal gaúcha.

Assim como Simon, entre 70 e 80 estrangeiros entram no Brasil diariamente. Senegaleses e imigrantes de Bangladesh vêm encontrar melhores condições de vida. Os indianos fogem da guerra civil. “Muitos, como eu, vêm em busca de estudos. No Haiti há apenas uma faculdade federal,e poucas condições, depois do terremoto, de concluir o ensino médio”, conta o imigrante.

Com comunidade estabelecida, a adaptação não tem sido fácil, e o baixo salário, aliado ao alto custo de vida têm mandado muitos de volta. Além disso, a jornada haitiana não ultrapassava as seis horas de trabalho, enquanto que aqui, chega a 10 horas diárias. Embora transponível, outra barreira é o clima. “O Haiti é um país tropical, com temperaturas entre 18 e 32°C. Aqui passamos zero no inverno e 40 no verão.” Simon conseguiu que a esposa e a filha viessem, mas nem todos têm essa sorte.

(Independente – 26/02/2014)



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