BRASIL SE QUER EXEMPLAR

Cresce a participação de imigrantes no mercado de trabalho formal. 

Entre 2011 e 2012, o crescimento no número de trabalhadores imigrantes no mercado formal brasileiro foi de 19%. Entre 2012 e 2013, esse total foi de 26,8%. Entre 2011 a 2013 o salto foi de 50%. Portugal foi um importante emissor para o Brasil, segundo o estudo do Observatório das Migrações Internacionais.

As regiões mais procuradas foram os estados do Sul e do Sudeste. As nacionalidades mais presentes até 2013 são de países latino-americanos e caribenhos, especialmente Argentina, Bolívia e Paraguai.

Da Europa, o maior número de imigrantes veio de Portugal. Os portugueses com vínculo formal de trabalho vem crescendo desde 2011, somando no ano passado 12.572 portugueses trabalhando formalmente no país. Autorizações permanentes do MTE foram concedidas a 541 portugueses somente em 2013.

Os haitianos, no entanto, foram a população que mais cresceu em território brasileiro, passando de 814, em 2011, para 14,5 mil, em 2013. Levando em conta as quantidades consolidadas (homens e mulheres) de estrangeiros para cada ano, os haitianos passam a ocupar o primeiro lugar pela primeira vez no ano de 2013, sendo que tanto em 2011 quanto em 2012 eram os portugueses os que detinham o primeiro lugar. No entanto, em termos de variação (%) os portugueses registram um crescimento constante de quase 9% nesse período.

Entre os portugueses, o estudo mostra que os principais grupos ocupacionais são profissionais das Ciências e das Artes, diretores e gerentes, trabalhadores de serviços administrativos e serviços, vendedores do comércio em lojas e mercados, trabalhadores da produção de bens e serviços industriais, técnicos de nível médio e outros.

Em 2011, 39,3% dos portugueses formalmente empregados no Brasil possuíam Educação Superior completa, sendo 41,1% em 2012 e 41,4% em 2013. Aqueles indivíduos com Ensino Médio Completo são o segundo grupo mais numeroso, com 33,0% dos portugueses com vínculo formal de trabalho em 2011, passando para 34,2% em 2013. Ensino Fundamental completo e Educação Superior incompleta tiveram sua participação ligeiramente reduzida, de 9,5% (2011) para 8,6% (2012) e então 7,9% (2013) no primeiro caso e de 4,6% (2011) para 4,3% em 2012 e 3,8% em 2013 no segundo caso.

Os angolanos também subiram no estudo, passando de 521 com vínculo formal de trabalho em 2011, para 888 angolanos no mercado brasileiro em 2013.

Segundo o Censo Demográfico do IBGE de 2010, Portugal, Japão, Paraguai, Bolívia, Itália e Espanha são as nacionalidades com maior participação de imigrantes. Em 2010, os portugueses no Brasil somavam mais de 137 mil, segundo o órgão. Já os angolanos somam no mesmo censo cerca de 6 mil no país, enquanto os cabo-verdianos aparecem com 1.194, e moçambicanos cerca de 1.400 no Brasil.

Observatório

Com base nesses dados, o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, afirmou, durante Seminário Internacional Migrações e Mobilidade na América do Sul que “o Brasil tem sido procurado porque soube proteger o emprego contra a crise iniciada em 2008 e porque vivemos o pleno emprego, onde algumas atividades tem sido deixadas de lado pelos brasileiros”.

Em sua apresentação, Dias também afirmou que o Brasil reúne todas as condições para construir uma política de imigração capaz de servir de exemplo para o mundo. “O Brasil não tinha uma tradição de receber grandes imigrações, em especial a partir dos anos 1950. Isso mudou e hoje temos no campo da geração de empregos a maior projeção do pais no estrangeiro”, acrescentou.

O ministro disse que os primeiros passos estão sendo dados e citou como exemplo o trabalho desenvolvido para a recepção dos haitianos no Norte do País e as ações realizadas dentro do Ministério do Trabalho e Emprego para que os imigrantes tenham atendimento rápido e equivalente ao prestado aos brasileiros para a emissão de documentos, defendendo ainda projetos de qualificação profissional.

Ainda exemplificando, Dias mencionou a presença de haitianos e ganeses no interior de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, que foram contratados pelas indústrias da carne, do carvão e dos calçados, em funções onde os industriais estavam com dificuldades de preenchimento.

(Mundo Lusíada – 16/11/2014 )

 



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