A INCOERÊNCIA COMO POLÍTICA

Brasil negocia com Peru, Bolívia e Equador ações para dificultar a chegada de haitianos.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta terça-feira (02/06) que negocia com autoridades de Peru, Bolívia e Equador a adoção de ações coordenadas no combate à imigração irregular de haitianos ao Brasil e países vizinhos. Cardozo se reuniu em Lima, no Peru, com os ministros peruanos de Relações Exteriores, Júlio Eduardo Marinetti, do Interior, José Luis Pérez Guadalupe, e dos Direitos Humanos, Gustavo Adrianzén.

A entrada de haitianos no Brasil ganhou força depois que um terremoto devastou o país caribenho em 2010, matando cerca de 300 mil pessoas. A maior parte dos haitianos chega pela cidade de Brasiléia, no Acre. Só em 2015, foi registrada a entrada de mais de 7 mil pessoas.

“A ideia é que possamos sentar juntos, Brasil, Bolívia, Peru e Equador, justamente para adotar medidas de combate às organizações criminosas que fazem esse transporte ilegal de haitianos e para que possamos ter estímulo à migração legal”, afirmou Cardozo, após se reunir com autoridades do Peru, em Lima.

Segundo o ministro, as autoridades peruanas já concordaram em implementar ações coordenadas contra a imigração irregular. Foi uma reunião positiva onde ficou evidenciado o desejo de que Peru e Brasil caminhem juntos no encaminhamento das questões migratórias, particularmente na questão dos haitianos.”

O crescimento da imigração de haitianos preocupa, sobretudo, autoridades do Acre. O governador do estado, Tião Viana (PT), defende que a responsabilidade pela recepção dos imigrantes seja “compartilhada” por outros estados.

Para chegar até ao território brasileiro, os haitianos saem, em sua maioria, da capital haitiana, Porto Príncipe, e vão de ônibus até Santo Domingo, capital da República Dominicana. Lá, compram uma passagem de avião e vão até o Panamá. Da cidade do Panamá, seguem de avião ou de ônibus para Quito, no Equador.

Por terra, vão até a cidade fronteiriça peruana de Tumbes e passam por Piura, Lima, Cusco e Puerto Maldonado até chegar a Iñapari, cidade que faz fronteira com Assis Brasil (AC), por onde passam até chegar a Brasiléia, também no Acre.

Atualmente, o Brasil emite mais de 100 vistos por mês para cidadãos do Haiti, conforme o Ministério da Justiça. Segundo a pasta, a emissão dos documentos a quem busca entrar legalmente no país visa evitar que os haitianos migrem irregularmente, com a ajuda de organizações criminosas.

(G1 – 02/06/2015)



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