INCLUSÃO PELO TRABALHO

Cresce 126% em 4 anos o número de imigrantes no mercado de trabalho formal brasileiro.

O Ministério do Trabalho divulgou o relatório anual sobre a situação dos imigrantes no mercado de trabalho brasileiro. De acordo com o levantamento, o número de imigrantes inseridos no mercado de trabalho formal do país cresceu 126% nos últimos 4 anos, passando de 69 mil, em 2010, para 156 mil em 2014.

Durante o período, os imigrantes homens ocupados eram 71% do total, enquanto as mulheres representavam 29% do total. E 60% dos imigrantes empregados, em 2014, estavam na faixa entre 20 e 39 anos.

Em entrevista coletiva, o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, enfatizou a política brasileira de estar de portas abertas para acolher os imigrantes.

“O Brasil é o grande país do acolhimento”, disse Rossetto. “A Presidenta Dilma Rousseff reafirmou recentemente na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, que nós somos um grande país aberto a acolher cidadãos e cidadãs de outros países que queiram vir se integrar à nossa nação e contribuir para o crescimento e o desenvolvimento do Brasil.”

O coordenador do Observatório das Migrações Internacionais – Universidade de Brasília, Leonardo Cavalcanti, também falou sobre o resultado da pesquisa e ressaltou a importância da inclusão do imigrante em outras áreas do Brasil, não só na economia:

“Que a gente possa pensar como os imigrantes podem contribuir de forma ativa para o país, não só economicamente, mas também cultural, política e socialmente.”

O Ministro Miguel Rossetto destacou ainda a importante tarefa do Congresso Nacional de atualizar a legislação sobre imigração no país:

“O Congresso Nacional hoje tem uma tarefa importantíssima, que é a atualização da legislação de imigração, e nós aguardamos num curto prazo a atualização desta legislação. Nós ainda convivemos com a legislação das décadas de 70 e 80, mas o Brasil mudou, avançamos na democracia, avançamos nos valores de acolhimento aos migrantes. Todos nós, de alguma forma, neste país, somos filhos da migração. Estamos colaborando para o aperfeiçoamento dessa legislação, que enxerga o imigrante como um portador de direitos, de melhor capacidade de integração no nosso país, acesso ao mercado de trabalho, aos regimes previdenciários, à educação pública. Portanto, é um momento importante do Congresso para a atualização desta legislação.”

O relatório anual sobre a situação dos imigrantes no mercado de trabalho brasileiro revelou ainda que os trabalhadores haitianos estão em primeiro lugar na lista dos imigrantes mais contratados no mercado de trabalho formal no Brasil. Em segundo lugar surgem pela primeira vez os senegaleses. Em 2014, as áreas que mais contrataram mão de obra imigrante foram os frigoríficos e abatedouros, bem como os setores do final da cadeia produtiva do agronegócio, além de restaurantes, construção civil e serviços de limpeza.

Geórgia Cristhine

(Sputnik – 24/10/2015)



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