NIPÔNICOS E DOURADOS – 60 ANOS

Imigração japonesa completa 60 anos em Dourados e 105 no país. Primeiro grupo de nipônicos chegou em 1953, na colônia Matsubara, onde hoje está localizada a cidade de Vicentina.

Os japoneses foram um dos primeiros imigrantes a chegarem em Dourados durante a colonização. Um povo que contribui para o desenvolvimento econômico e cultural da cidade. A imigração japonesa iniciou no Brasil no ano de 1908. Em Dourados, um acordo entre governos em 1953 encaminhou à cidade 60 famílias japonesas, onde já estava a colônia Matsubara, na cidade que atualmente está localizado o município de Vicentina e que pertencia a Dourados.

Após a chegada, os orientais começaram a trabalhar no campo, principalmente no cultivo do café, arroz, milho e algodão. Com a presença na cidade, começaram a influenciar na música, cultura e economia do município.

“Os japoneses que vieram para esta região foram atraídos pelo fato do local ser bastante fértil para a agricultura de café e outras culturas”, informou o professor Kiyoshi Rachi, diretor da Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de Dourados.

Segundo o professor, alguns relatos mostram que no ano de 1927 integrantes da família Oshiro estiveram no município, mas não ficaram por muito tempo e foram para Campo Grande.

Como a concentração de japoneses crescia na cidade, foi construído em 1955 o primeiro prédio provisório do Clube Nipônico, que só foi concluído em 1973, onde está localizada atualmente a sede no cruzamento das ruas Weimar Gonçalves Torres e Toshinobu Katayama.

Em 1969, César Luchezzi, doou 47 mil metros quadrados de uma área de sua fazenda, onde foi construído o Clube de Campo, que abriga um clube social, um campo de beisebol, seis quadras de tênis, um campo de futebol suíço, parque infantil e seis quadras de guetobol esporte praticado por idosos e de ambos os sexos.

Com uma média de idade acima dos demais, por conta de uma alimentação balanceada, 130 japoneses da primeira geração se reúnem no Nipo-brasileiro todas as semanas para prática de atividades esportivas, de lazer e estudos, além de realizarem várias viagens.

Para Kiyoshi Rachi, mesmo muito distante do Japão, os imigrantes ainda continuam cultivando sua cultura e se adaptando aos brasileiros. “São dois povos muitos diferentes e que se completam”, salientou Kiyoshi. Kozuke Ono chegou em Dourados junto com a primeira leva de japoneses encaminhada para o país. Ele veio com os pais e três irmãos direto para o município.

Ono saiu da cidade de Okoyama, no Japão, e viajou durante 45 dias em um navio. Em Dourados, ele possui um comércio no mesmo ponto há 43 anos, na Avenida Marcelino Pires, e se tornou a principal testemunha das mudanças que a cidade sofreu.

“Aqui eu casei, criei minhas três filhas e vi todas as mudanças que Dourados passou. Recebo no meu comércio a correspondência de várias famílias de diversas partes do mundo como acontecia há 43 anos”, informou Kozuke Ono.

Leonel Jonas

(O Progresso -18/06/2013)



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