TICs e Imigração Angolana no Rio de Janeiro

Sabe-se que as Tecnologias de Informação e Comunicação, as chamadas TICs, vêm se configurando como elemento essencial nos processos migratórios no que diz respeito ao estabelecimento e consolidação de vínculos sociais no país receptor, na criação de novos quadros comunitários, e, ao mesmo tempo, na manutenção de laços identitário (reais ou simbólicos) e afetivos com o país de origem.  Assim, o presente artigo propõe uma reflexão em torno de como vivem os imigrantes angolanos que se estabeleceram na comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, no que se refere à comunicação desses com a sociedade local, ou seja, com os outros moradores da comunidade, ou ainda com parentes, amigos e conhecidos que ficaram em Angola. Como metodologia, partimos de uma revisão de literatura sobre o uso das TIC’s pelas diásporas presente no livro “Diásporas, migrações, tecnologias da comunicação e identidades transnacionais”, organizado por Cogo, ElHajji e Huertas (Bellaterra: Institut de la Comunicació, Universitat Autònoma de Barcelona, 2012) e entrevistas semi-estruturadas com os imigrantes. Entre os principais resultados, destaca-se que as TICs têm por finalidade contribuir, principalmente, para manter os laços com amigos e familiares no país de origem, num processo constante de manutenção de vínculos e construção e afirmação de identidades.

Leonildo Costa

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