MELHORAR O MUNDO

No AC, professora faz campanha de doação para Natal de imigrantes.

Tornar mais suave o Natal de pessoas que abandonaram suas famílias por uma chance de prosperar no Brasil. Essa é a ideia que move a professora de biologia Giuliana Santi.

Desde o dia 19 de novembro, ela iniciou sozinha uma campanha para arrecadar alimentos, roupas, brinquedos e outros presentes que serão doados para centenas de imigrantes, na maioria haitianos, que devem passar a data festiva longe dos parentes, no abrigo montado pelo governo do Acre, em Rio Branco.

Segundo a professora, a ideia surgiu após uma visita que ela fez ao abrigo. “Vi a situação calamitosa que eles vivem lá e vi que quando vêm para o Brasil, trazem muito pouco. É uma situação triste, eles vivem de maneira muito carente”, lamenta.

A campanha foi lançada pela professora em seu perfil no Facebook, no entanto, ela diz que até o momento não tem conseguido arrecadar muita coisa. “Só conseguiu algumas peças com minha família e meu marido irá trazer mais doações da família dele que vive em Minas Gerais, mas por enquanto ainda não tive uma arrecadação expressiva”, lamenta.

Porém, Giuliana diz não desanimar. “Senti vontade de fazer algo por esse povo que vem em busca de um futuro melhor”, explica. Outro motivo que move a professora para que continue a sua campanha, é que ela acredita que a tarefa de acolher os imigrantes não deve ser responsabilidade apenas do Poder Público.

“É o nosso estado, a responsabilidade não deve partir só do governo estadual, mas também de nós cidadãos”, ressalta.

Saiba como doar

Em sua jornada para arrecadar as doações, Giuliana diz que conseguiu o apoio da Paróquia Santa Cruz, no Loteamento Novo Horizonte, que está servindo como ponto de arrecadação. O horário de funcionamento é entre 8h e 11h30 e de 14h às 17h.

A professora disponibilizou ainda o telefone (68) 9928-2263. “O povo acreano é muito solidário e tenho certeza que vai ajudar nessa causa”, diz esperançosa.

A entrega das doações está marcada para o dia 22 de dezembro. Os presentes devem ser entregues para a direção do abrigo, mas Giuliana diz que gostaria, se possível, organizar uma visita para poder conhecer melhor a história desses imigrantes. “Quem sabe até fazer um café da tarde, um lanche. Sinto muita vontade de fazer esse contato direto”, explica.

Yuri Marcel

(G1 – 04/12/2014)

 

 



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