O VIZINHO ÍNTIMO

Os deputados estaduais aprovaram nesta semana o projeto de lei n.º 150, que institui o dia do imigrante paraguaio, em Mato Grosso.

De autoria da parlamentar Teté Bezerra, a data será celebrada no dia 14 de maio, data que coincide com a comemoração da independência do país vizinho.

De acordo com a deputada, a finalidade é homenagear a comunidade de imigrantes paraguaios e seus descendentes em Mato Grosso. Afirma que milhares de famílias moram em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e é incalculável o número de descendentes dessas famílias. “Eles formam um contingente populacional que mantém profundas ligações com o seu país de origem e que vive plenamente inseridos na cultura, na economia e na sociedade mato-grossense”.

Conforme Teté, a relação entre o Paraguai e Mato Grosso remonta à ocupação da América Latina pelos colonizadores espanhóis e portugueses. Argumenta ainda que essa relação apresenta-se nos dias atuais em diferentes aspectos da história, da cultura, da música, da dança e da culinária de ambos os povos.

“Antes da definição dos estados independentes, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul eram consideradas ‘terras paraguaias’ diante da existência de vários povoamentos e vilas originadas pela ação de paraguaios, que pretendiam dominar todo o vale do rio Paraguai”, explica.

Teté lembra também que, antes mesmo da ocupação da América, várias nações indígenas ocupavam esse território, como os Guatós, Paiaguás, Guaicurus, Terenas, Guanás e Guaranis e hoje muitas dessas nações continuam a dividir a língua e os costumes, independentemente da divisão territorial. Na história, a convivência pacífica foi abalada à época da Guerra da Tríplice Aliança em que se envolveram o Brasil, a Argentina e o Uruguai contra o Paraguai.

“Entre os resultados dessa guerra está o surgimento de Várzea Grande, que antes da fundação, o local tinha sido transformado em um acampamento de prisioneiros paraguaios, localizado na margem direita do rio Cuiabá. Terminada a guerra, os prisioneiros permaneceram no local, ensinando sua técnica no corte e secagem da carne bovina, além da fabricação de arreios e curtume de couro aos moradores da região. Já com o fim da guerra houve uma constante emigração de paraguaios para o Brasil, colaborando para o desenvolvimento econômico e social desta porção do país”, conclui.

(Cenário MT – 08/01/2015)



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