O CHAMADO DO INTERIOR

Estrangeiros contam porque escolheram Rio Preto (SP) para viver.

Não é novidade que os grandes lagos, as belas praças, as avenidas movimentadas e a represa, que é cartão postal da cidade, atraem a cada dia mais turistas a São José do Rio Preto (SP). Acontece que alguns deles se encantam tanto pela cidade e pela generosidade de seu povo, que acolhe a todos de braços abertos, que decidem morar na cidade. Por conta disso, o G1 conversou com cinco pessoas de outros países que resolveram se mudar para a cidade do noroeste paulista, que completou 163 anos de história no dia 19.

Eles contaram à nossa reportagem que encontraram em Rio Preto mais oportunidades profissionais nas mais variadas áreas e também a chance de garantir um futuro melhor aos seus filhos, oferecendo um estudo de qualidade e focado no mercado de trabalho. Além disso, se encantaram pelas belezas naturais e pelo clima da cidade.

Yoanky Gómes, de Cuba

O estudante cubano Yoanky Gómes, de 36 anos, deixou o país de origem e se mudou para Rio Preto em busca de uma atualização no campo profissional. “Minha vida em Cuba era bem dinâmica profissionalmente, atuava como docente e pesquisador. Escolhi Rio Preto para estudar após constatar a qualidade, o prestígio e rigor do curso de doutorado em Letras do Ibilce, solicitei uma bolsa de estudos e fui aprovado. Essas foram as principais motivações que me fizeram procurar oportunidade fora de Cuba”, aplica Gómes.

Desde que chegou da América Central, Yoanky se impressiona cada dia mais com Rio Preto. O receio de deixar a capital do país e se refugiar em uma cidade do interior do Brasil não foi suficiente para tirar sua motivação. “Quando cheguei a Rio Preto pela primeira vez, não imaginava que esta cidade teria tantas coisas para oferecer, sabia apenas que era uma cidade do interior, que para mim que vinha de uma grande cidade, seria difícil me acostumar com a vida pacata. E não é que foi ao contrário”, afirma.

Tobias Backst, da Suécia

Com o pesquisador Tobias Backst, de 38 anos, não foi diferente. Ele é sueco e acabou deixando o país onde vivia em busca de novas conquistas. “Antes de vir para Rio Preto, eu trabalhava como pesquisador na Universidade de Ciências Agrícolas, em Umea, no norte da Suécia, por meio de um intercâmbio, ofereci minha atual posição como pesquisador de pós-doutorado à Universidade Estadual Paulista, e de malas prontas embarquei para o Brasil”, conta.

Jean Cubero, da França

Jean Cubero, de 45 anos, era gerente de uma adega na França e resolveu deixar tudo para trás após se apaixonar por uma turista que era rio-pretense. “Escolhi morar em Rio Preto, porque me casei com uma rio-pretense. Ficamos até 2011 na França e depois nos mudamos para cá, como eu havia prometido para ela”, diz Jean.

Jean nasceu em Bordeaux e atualmente é gerente de bebidas de um empório em Rio Preto. Ele garante que não tem dúvidas da escolha que fez. “Trabalho orgulhoso todos os dias da escolha da cidade onde vim morar, meu coração é francês e sempre será, porém ele bate no interior de São Paulo”, afirma.

João Riso, de Portugal

João Riso se mudou para Rio Preto com os mesmos objetivos de Jean. Ele vivia em Portugal onde tinha uma vida bastante cosmopolita, trabalhava no Centro de Lisboa como técnico de informática de uma empresa multinacional. O nível de exigência e metas a cumprir fizeram João buscar uma vida menos estressante. “Apesar da vida corrida confesso que não me sentia completamente feliz, sentia que faltava algo na minha vida”, diz Riso.

Como João já tinha familiares na cidade do noroeste paulista, ele foi convidado para gerir os negócios da família. “Tal como os meus antepassados, parti em descoberta de um mundo novo, iniciando meus próprios trabalhos em busca de algo que me fizesse feliz”, relembra.

Na cidade, ele conheceu a atual noiva e, de lá para cá, o amor não só apenas cresceu por Rio Preto, como também por Melina Castione. A data do casamento já foi marcada. “Descobri algo intenso com minha noiva, algo puro e único entre nós. Tanto que iremos nos casar próximo ao aniversário da cidade, no dia 21 de março”, fala apaixonada o portuguese de sangue, mas rio-pretense de coração.

Questionado se algo o faria voltar para terra natal, em Lisbora, João é rápido na resposta. “Rio Preto é o cenário perfeito para eu alcançar os meus sonhos profissionais junto com a minha família”, finaliza.

Marcelo Zamora, da Argentina

Rio Preto também é vista como a capital da cultura, das artes e atividades diversificadas. E foi exatamente com esse pensamento que o produtor cultural Marcelo Zamora deixou a pequena província de Córdoba, na Argentina, para se dedicar a cultura regional. “Minha vinda a Rio Preto foi um processo natural e espontâneo, não foi planejado inicialmente. Eu diria que fui escolhido e acolhido pela cidade”, diz Zamora.

Para ele, trabalhar e poder participar do processo de formação cultural da cidade é algo fascinante. “Gosto dessa mistura cultural, Rio Preto tem ares típicos na cultura que só quem vive nela consegue decifrar. Rio Preto é o lugar que quero para viver e chamar de “minha cidade”.

É por causa dos vários Joões, Josés e Marias que São José do Rio Preto se destaca no cenário nacional. Cidade que transcende pelo lado empreendedor, que reflete a hospitalidade da sua gente e que encanta pela alma jovem e dinâmica em seu dia a dia. E é isso que a faz a maior cidade do noroeste paulista e uma das principais do Estado.

(G1 – 19/03/2015)



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