DIREITOS HUMANOS E DO TRABALHADOR

Defensor Público da Bolívia averígua a situação dos imigrantes do país vizinho no Brasil.

O defensor público da Bolívia, Rolando Villena se encontra no Brasil para conhecer a situação dos emigrantes bolivianos no país e comprovar se seus direitos são respeitados, especialmente os trabalhistas, informou neste domingo a Defensoria.

Villena permanecerá toda a próxima semana no país, onde se reunirá com organizações de emigrantes e autoridades do Consulado Geral da Bolívia em São Paulo, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e do Ministério Público do Trabalho, segundo um comunicado da instituição.

A principal preocupação da Defensoria “está ligada à situação trabalhista” dos emigrantes bolivianos, “que atraídos pela demanda por de mão-de-obra em oficinas de costura emigraram, principalmente a São Paulo”, e se encontram “em uma situação altamente vulnerável”, comenta a nota.

Como exemplo, cita as denúncias de casos de exploração trabalhista que aparecem com frequência em meios de comunicação brasileiros.

Durante sua estadia no Brasil, Villena se encontrará com compatriotas para ver em primeira mão “a situação na qual se encontram e o estado do exercício de seus direitos em matéria de trabalho, saúde, seguridade social e tratamento igualitário”, indica o comunicado.

O alto funcionário recolherá as reivindicações dos imigrantes “para tramitar e tornar viável seu atendimento mediante os mecanismos de proteção promovidos pela Bolívia”.

Os resultados destas visitas serão colocados em um relatório “que abordará as recomendações necessárias para enfrentar os problemas que se evidenciem”, acrescenta a nota.

Segundo a Defensoria, não existe um dado oficial exato sobre o número de bolivianos residentes no Brasil.

Relatórios do consulado da Bolívia em São Paulo cifram entre 50.000 e 60.000 o número de imigrantes ilegais procedentes do país andino, enquanto o Conselho Nacional de Imigração eleva o dado para 70.000 e o Ministério Público fala de até 200.000.

A viagem ao Brasil é a terceira destas características que realiza o defensor público para comprovar a situação dos emigrantes bolivianos, após as realizadas à Espanha em 2012 e à Argentina em 2013.

(Terra Notícias – 05/04/2015)



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