DESAMPARO E SOLIDARIEDADE

Empresa rompe contrato de haitianos. Estudante brasileiro ajuda. 

Quatro imigrantes haitianos, acolhidos em Jacareí, no interior de São Paulo, buscam ajuda na região. Eles vieram para o Vale do Paraíba com a promessa de trabalhar, mas acabaram sendo demitidos e estão com dificuldades financeiras. O grupo procura emprego enquanto ocupa, de maneira improvisada, um apartamento oferecido por um morador da cidade.

Há cinco meses no Brasil, os quatro têm idades entre 20 e 30 anos e experiência em funções da área da construção civil, como pintor e soldador. Marc Vales Bernard, Wisler Estine, Peggy Winchel e Pierres Louis Ulrick Noel contam que moravam em São Paulo e foram contratados por uma empresa no Vale do Paraíba, onde trabalharam por cerca de 50 dias.

No período, com os custos mantidos pela empresa, eles moraram em uma república em Jacareí. Mas após problemas financeiros, a empresa suspendeu o contrato do grupo. Eles não quiseram voltar para a capital.

Sem falar português e com problemas financeiros, eles foram ajudados pelo estudante Welson Rocha Nascimento, que ofereceu abrigo aos haitianos. “Primeiro busquei ajuda em uma escola de idiomas para entender o que eles estavam procurando. Percebemos que eles eram boas pessoas e decidimos ajudar. Deixei que eles ficassem em um apartamento meu que estava desocupado e os colegas de trabalho ajudam com a alimentação”, contou.

O estudante também trabalha na área da construção civil como projetista e espera que os novos amigos consigam uma oportunidade de trabalho na cidade. “Apesar de não estarmos vivendo uma época muito boa economicamente, acho que a construção civil é uma área promissora. Eles são trabalhadores e querem muito se estabelecer no Brasil e trazer suas famílias”, disse ainda Welson.

Oportunidade

De acordo com a prefeitura, os quatro haitianos possuem o Registro Nacional de Estrangeiros, carteira de trabalho e estão cadastrados no Posto de Atendimento ao Trabalhador da cidade, esperando uma oportunidade de emprego.

Procurada nesta segunda-feira (06/04) pelo G1, a empresa Mensurar Engenheria, que contratou o grupo de haitianos, não se pronunciou sobre o assunto.

Nicole Melhado

(G1 – 07/04/2015)



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