VISTO À VISTA

Deficiente visual espera que autorização para viver legalmente no Brasil ajude a “crescer na vida”.

Nadine Taleis tem 28 anos, é negra, deficiente visual e é uma estrangeira que embarcou sozinha há quase três anos para o Brasil vinda do Haiti. Mas o que para muitos soa a dificuldades, para ela é uma oportunidade, reforçada agora com o direito de viver legalmente no País. Nadine faz parte do grupo de 4.781 imigrantes haitianos beneficiado pela decisão do governo brasileiro de autorizar o visto de residência permanência. “Isso (o visto) vai mudar praticamente muitas coisas na minha vida. Vou poder trabalhar, vou poder ter um sonho de crescer na vida, de correr atrás”, diz.

Estudante do quarto período do curso de Direito em uma universidade localizada em Vicente Pires, cidade-satélite a cerca de 17 km do centro de Brasília, Nadine aguardava o visto permanente para poder trabalhar depois de formada.

Ela também dependia do visto para visitar a mãe no Haiti sem o medo de não ser autorizada a retornar ao Brasil. “O meu sonho é trabalhar na área judicial. Eu vou poder ter essa possibilidade de trabalhar na área pública e privada. Vou poder visitar minha família. Esse visto representa muitas coisas para mim”, conta.

A autorização de permanência para os haitianos foi anunciada nesta quarta-feira (11/11) pelos ministérios do Trabalho e Previdência Social e da Justiça. O ministro Miguel Rossetto, do Trabalho e Previdência Social, disse que a decisão reforça o histórico do País de boa convivência com estrangeiros.

“O Brasil tem uma história de construção da sua nação por meio das migrações. A brasilidade e a nossa nacionalidade são abertas e se constroem todos os dias”, disse Rossetto.

A acolhida é sentida por Nadine, que mora com amigos em Vicente Pires. “Eu vivo sozinha aqui com deus e amigos brasileiros que me adotaram como se fosse da família”, relata.

 

(Portal Brasil – 12/11/2015)



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