MIGRANTES E MULTINACIONAIS

Estados Unidos são os principal destino das remessas efetuadas por estrangeiros a partir do Brasil.

Os estrangeiros realizaram a maior remessa mensal de recursos para fora do país em janeiro, segundo dados compilados pelo Banco Central (BC). No primeiro mês do ano, as transferências pessoais do Brasil para o exterior somaram US$ 181,6 milhões, avançando dos US$ 155,6 milhões vistos em dezembro e dando um salto em comparação com os US$ 58,2 milhõe

As remessas de estrangeiros para fora do país são crescentes ao longo dos últimos anos, acompanhando o aumento nas autorizações de trabalho e também mostram alguma correlação com a taxa de câmbio.

Medidas em 12 meses, essas remessas de trabalhadores estrangeiros para fora do país ficaram em US$ 1,424 bilhão. Essas remessas tinham fechado 2016 em US$ 1,3 bilhão, ano de valorização do real, contra US$ 1,250 bilhão em 2015, ano de alta de quase 50% no dólar, quando tinham recuado do US$ 1,375 bilhão de 2014. Por país, os Estados Unidos concent

Por país, os Estados Unidos concentram o volume de recebimentos, totalizando US$ 32 milhões em janeiro, seguidos pelo Reino Unido, com US$ 15 milhões. Em 2016, os EUA ficaram com US$ 367 milhões, seguidos por Bolívia, com US$ 79 milhões, e Haiti e Portugal, com US$ 72 milhões cada. Distribuição semelhante à vista em 2015.

Já os brasileiros que trabalham no exterior remeteram em janeiro US$ 193 milhões ao Brasil, menos que os US$ 206 milhões de dezembro e os US$ 195,3 milhões de janeiro de 2016. De fato, as remessas pessoais para o Brasil orbitam a linha dos US$ 200 milhões por mês, depois de um salto entre US$ 230 milhões a US$ 260 milhões entre julho e outubro de 2015.

Em 12 meses, as receitas com as remessas interpessoais fecharam janeiro em US$ 2,363 bilhões, contra US$ 2,365 bilhões em dezembro. Em 2015 essas remessas de brasileiros que trabalharam fora do país ficaram em US$ 2,459 bilhões, vindo de US$ 2,217 bilhões em 2014.

Os trabalhadores brasileiros nos Estados Unidos e Reino Unido lideram as remessas, seguidos por Portugal e Alemanha. O Japão vem perdendo espaço nos últimos anos. Em 2014, os brasileiros que trabalharam por lá enviaram US$ 255 milhões, valor que caiu a US$ 221 milhões em 2015 e a US$ 95 milhões no ano passado. Espaço que foi tomado pelo crescimento de participação da renda remetida a partir de Portugal e Reino Unido ao longo desse período.

Com tal comportamento, o resultado líquido da conta de transferências pessoais fechou janeiro positivo em US$ 11,8 milhões, menor cifra da série histórica iniciada em janeiro de 1995. Em 2016, o saldo entre remessas e recebimentos pessoais ficou em US$ 1,064 bilhão, menor que os US$ 1,208 bilhão de 2015.

Eduardo campos

(Valor Econômico – 28/02/2017)



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