COZINHA ITALIANA NO INTERIOR PAULISTA

Este artigo analisa como, com a chegada do imigrante italiano ao interior de São Paulo quando da grande imigração
que se deu a partir de meados da década de 1880, teve início uma troca de hábitos alimentares, tanto em meio a esses imigrantes como na sociedade hospedeira. Para tanto, restringimos este estudo à cidade de Jaú, uma vez que esse município, no período em questão, recebeu um representativo fluxo de imigrantes italianos.

Sabemos que nos encontros entre culturas as diferenças de hábitos e costumes não só mostram-se mais evidentes, mas também põem em andamento, numa trajetória não-linear, um processo de interação entre elas. Como hábitos alimentares nada mais são do que uma expressão da cultura, nos encontros de cozinhas étnicas os sabores e odores, ao mexer com as sensibilidades, provocam em um primeiro momento um estranhamento, porém logo passam a conquistar os paladares.

Mas sabores e odores, além de constituírem manifestação de formas culturais, consubstanciam estímulos sensoriais que agem como fatores de evocação da memória, estimulando a imaginação e desencadeando sentimentos profundos que se materializam em importantes elos entre o passado e o presente.

A capacidade de percebê-los e valorizá-los depende de padrões culturais, podendo assim se converter em sinalizadores da manutenção, construção e reconstrução de identidades. É dentro dessa perspectiva que pretendemos desenvolver uma abordagem a respeito da inserção da cozinha italiana, tomando como exemplo principal as cidades de Jaú, Descalvado, São Carlos do Pinhal e Brotas, todas localizadas na área central do estado de São Paulo.

Como a maior parte das informações refere-se à cidade de Jaú, e ali a presença de sulistas procedentes principalmente da Calábria e da Campânia e de nortistas do Vêneto foi preponderante se comparada com a das outras regiões, privilegiaremos as cozinhas desses imigrantes.

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