BRASIL PAÍS DE IMIGRAÇÃO? A INTERROGAÇÃO QUE SE JUSTIFICA

O crescimento e a estabilidade econômica do Brasil têm atraído imigrantes de todo mundo. Em 2011, o Ministério da Justiça registrou 1,466 milhão de estrangeiros regulares vivendo no país. Em 2010, eram 961 mil. Nesse contexto, qual tem sido a solução do governo brasileiro frente às novas demandas e aos novos conflitos? No artigo “Brasil: país de imigração?”, destaque da edição nº 09 da revista eletrônica e-metropolis, Neide Lopes Patarra (Unicamp) argumenta que a posição oficial carrega traços seletivos, com discriminação e xenofobia frente a alguns grupos de migrantes.

Logo no início do trabalho, Patarra afirma que o tema da “migração” estará presente em quase todo o território brasileiro, e tomará conta de debates nos três poderes (executivo, legislativo e judiciário) e nas instituições afins; enfrentando a pressão das demandas de grupos sociais organizados e de ONGs, nacionais e internacionais, que batalham pela abertura das portas aos imigrantes pobres e vitimas de catástrofes sociais e/ou climáticas. Nesse sentido, discutir as “políticas migratórias” no Brasil tem se tornado imperativo. A grande imprensa, revistas, trabalhos acadêmicos, redes sociais [Ver o grupo do FB homônimo deste artigo por exemplo], blogs, websites oficiais do governo, e vários outros meios de comunicação já estão repletos de reportagens, comunicados, divulgações e todo tipo de documentação voltada para o tema.

No artigo, a docente traça um breve resumo da imigração histórica no Brasil de 1890 a 2010; além disso, discute as trocas migratórias entre Brasil e países da América Latina; a emigração de brasileiros para a Guiana Francesa; a chamada “migração qualificada” resultado do crescimento econômico brasileiro nos últimos anos; como ainda os casos de anistias, as políticas de governança das imigrações contemporâneas e o caso do Haiti.

Neide Lopes Patarra conclui que o momento atual é de reforço e sedimentação da imagem de país de imigração. Políticas, decretos, regulamentações etc. voltam-se à fixação, ampliação da participação de estrangeiros no país: anistia, aumento de autorizações de trabalho, aumento da cobertura de refugiados, apoio à migração de retorno de brasileiros, etc. E tudo isso possivelmente mais por interesses políticos do que econômicos: liderança regional e internacional, inserção nos organismos internacionais da globalização.

Leia aqui a íntegra do artigo



Categorias:publicações

%d blogueiros gostam disto: