(A PERIFERIA DE) SÃO PAULO É DE TODOS

Discriminados, escravizados e criminalizados. Audaciosos, integrados e vitoriosos. Múltiplas trajetórias do mesmo sujeito. Migrantes com orgulho!
Além dos colonizadores portugueses, que invadiram o País em 1500 e “fundaram” a vila em 1554, São Paulo começou a vivenciar ondas imigratórias no século 19. Na década de 1820, os primeiros alemães chegaram à cidade para viver onde hoje é o bairro Colônia Paulista, no Extremo Sul da cidade.

Entre 1871 e 1930, o Brasil recebeu mais de 4 milhões de imigrantes, sendo que 60% se fixaram no estado de São Paulo – a maioria deles, italianos, espanhóis e portugueses. O movimento fazia parte da política governamental de “embranquecimento” da população brasileira, então composta majoritariamente por negros, indígenas e mestiços.

Entre 1910 e 1920, chegaram sírios, libaneses, judeus e japoneses. De 1930 a 1990, mais de meio milhão de estrangeiros vieram para o Brasil, incluindo oriundos do leste europeu, coreanos e os primeiros latinoamericanos. Nos últimos 20 anos, africanos começaram a desembarcar. E, nos últimos anos, haitianos estão chegando em busca de oportunidades de trabalho e fugindo da situação de miséria do país caribenho, que piorou após o terremoto de janeiro de 2010.

Hoje, segundo os dados do Sistema Nacional de Cadastramento e Registro de Estrangeiros (Sincre), o Brasil tem 1 milhão de imigrantes vivendo em seu território. Cerca de 370.000 vivem na capital paulista com situação regularizada – 109.000 são de países da América do Sul. Porém, considerando os que estão em situação irregular, estima-se que apenas a comunidade boliviana seja formada por mais de 300.000 imigrantes.

“Efetivamente existe uma marginalização de cidadãos estrangeiros, fundamentalmente de países que comportam o Mercosul, e dentro deles se destacam bolivianos, peruanos, colombianos, paraguaios e alguns chilenos”, aponta o advogado peruano Grover Calderón, que está há 15 anos por aqui e é presidente da Associação Nacional de Estrangeiros e Imigrantes no Brasil (Aneib).

Mas a Babel paulistana também é negra: seja por conta dos imigrantes do Haiti, aqui no nosso continente, ou de países da África, como Angola, Moçambique, Congo, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, que desembarcam nas duas últimas décadas.

Latinos ou africanos, os novos imigrantes ajudam a compor o caldeirão cultural que é a cidade de São Paulo, assim como os outros povos que aqui desembarcam desde meados do século 19. A diferença é que os que chegaram a menos tempo vêm de países economicamente mais pobres, considerados “periféricos” em relação ao Brasil.

Escravos da moda

A motivação financeira é a principal causa da imigração, em boa parte dos casos.

Com bom desempenho econômico, o Brasil é opção para imigrantes de diversas partes do mundo: desde europeus profissionalmente qualificados a africanos e latinoamericanos pobres em busca de melhores condições de vida.

Cerca de 700 bolivianos entram diariamente no País para trabalhar na indústria têxtil. Até 100.000 deles estariam trabalhando em situação análoga à da escravidão, segundo Jerjes Justiniano, embaixador da Bolívia no Brasil.

Como compõem a segunda maior comunidade de estrangeiros em São Paulo, a cidade é o principal destino para os bolivianos, que chegam a pagar até US$ 10.000 para coiotes.

Boa parte deles trabalha em oficinas de costura clandestinas criadas por outros bolivianos, há mais tempo no País, em troca de um salário médio de R$ 600.

Apesar de ser um terço do que um costureiro brasileiro receberia, esse valor equivale a três salários mínimos na Bolívia.

“A gente não saía na rua por causa da comunicação. Os chefes colocavam medo na gente. Tínhamos que fazer tudo no mesmo lugar: trabalhar, comer, dormir”, diz Jony Alvarado, hoje casado com uma brasileira.

Vítimas de um terremoto que matou 300.000 pessoas em janeiro de 2010, os haitianos compõem uma nova onde imigratória para o Brasil.

“Eles estão vindo para cá porque têm referências positivas de nós”, explica João Paulo Charleaux, coordenador de comunicação da Conectas, ONG brasileira que atua na defesa dos direitos humanos. Além da identificação cultural e racial, o Brasil chefiou a Missão de Paz da ONU para estabilização do Haiti após a guerra civil.

O resultado é que, nos últimos três anos, mais de 25.000 haitianos chegaram ao País em busca de emprego – a maior parte deles acaba ingressando na construção civil.

Os haitianos chegam a pagar US$ 4.000 para coiotes até chegarem a Brasileia, no Acre, após uma viagem que pode durar vários meses. Assim como os bolivianos, seu destino principal é São Paulo, onde muitos deles já criaram colônias de solidariedade no Glicério (regão central da cidade) e até nas periferias.

“Apesar das dificuldades, o Brasil é o país que oferece as maiores oportunidades para nós, haitianos”, diz Robinson Jean Baptiste, que saiu da capital Porto Príncipe em março de 2012 e chegou a São Paulo sete meses depois.

Aqui, com a ajuda da Missão Paz (entidade ligada à Igreja Católica que atua com imigrantes), ele começou a trabalhar como ajudante em uma rede de restaurantes. Com o salário, paga R$ 400 para morar numa pensão e ainda consegue enviar algum dinheiro para familiares no Haiti. O objetivo é se tornar garçom, ganhar mais e começar a fazer faculdade.

Em 2013, a Missão Paz atendeu ao todo 3.400 imigrantes, oferecendo casa, comida e roupa se necessário, além de ajudar a documentação com a Polícia Federal e mediar a busca de vagas de trabalho com mais de 500 empresas parceiras. O número de haitianos atendidos vem subindo drasticamente: de 15 em 2010 para 60 em 2011 e 700 em 2012. Em 2013, foram 1.631 até o início de novembro. Os haitianos representam quase a metade do total de imigrantes de 68 nacionalidades que passaram pela entidade no ano passado.

Aliciadas pelo tráfico

A população carcerária brasileira subiu de 294.237 para 548.003 presos entre 2005 e 2012 – aumento de 86%, segundo dados do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (InfoPen), do Ministério da Justiça.

Enquanto isso, o número de homens estrangeiros presos cresceu 110% (de 1.191 para 2.510) e o de mulheres aumentou 225%: de 238 para 774.

Do total das presas estrangeiras, 95% cumprem pena por tráfico de drogas, segundo o Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC), que atua com prisioneiras estrangeiras no estado de São Paulo.

“Geralmente, são mulheres de baixa renda e chefes de família que passam por dificuldades financeiras ou que precisam de dinheiro para fazer um tratamento médico”, diz Nathalia Duó, integrante do Programa Estrangeiras do ITTC.

Com 143 detentas, a Bolívia é o país com mais mulheres presas entre as estrangeiras das cadeias brasileiras. Em seguida, aparecem as sul-africanas (70), angolanas (62) e paraguaias (55).

“Com a justificativa de que o país de origem passa por crise política, com muita pobreza, as bolivianas acabam vendo no translado de substância entorpecente uma solução para suas dificuldades”, aponta Ivete Barão de Azevedo Halasc, diretora da Penitenciária Feminina da Capital, onde há apenas 145 brasileiras entre as 552 detentas. As demais vieram de outros 54 países.

As sul-americanas trazem a droga para o Brasil. Já europeias, asiáticas e principalmente africanas levam entorpecentes para os demais continentes. Mas algumas bolivianas fazem o roteiro completo.

A droga viaja na bagagem, no sutiã, na calcinha ou é ingerida.

Filha de camponeses pobres do interior da Bolívia, Ana morava com os quatro filhos em uma casa de aluguel na cidade de Trinidad, capital do departamento de Beni. Divorciada e sem apoio do ex-marido, ela ganhava 600 pesos bolivianos (cerca de R$ 170) por mês trabalhando como prostituta.

Para abandonar a prostituição, conseguir um bom emprego e melhorar a vida da família, ela se matriculou na faculdade de Computação, cuja mensalidade era paga por um amigo.

Porém, despejada de casa por atrasar o aluguel, ela aceitou a proposta de um traficante nigeriano que conheceu na boate onde trabalhava: por US$ 2.500, ela transportaria 1 quilo de cocaína até a África do Sul.

Após ingerir 30 cápsulas de cocaína, Ana embarcou em um avião em Santa Cruz de la Sierra rumo a São Paulo, onde faria conexão rumo a Johannesburgo, na África do Sul.

Mas Ana desistiu e se entregou à Polícia Federal brasileira. “Fiquei com medo de não encontrar o traficante, de ser descoberta e, principalmente, de morrer com a cocaína na barriga”, conta.

Desde 26 de dezembro de 2012, Ana está presa na Penitenciária Feminina da Capital (PFC), onde cumpre pena de cinco anos de prisão.
“Quero sair daqui, conseguir um emprego e cuidar dos meus filhos. Eles precisam de mim”, conclui.

Expulsos pela especulação

Para se manterem próximos uns dos outros, imigrantes criam colônias de solidariedade nos lugares onde se fixam.

Em São Paulo, são vários os redutos: na Liberdade, estão os orientais; na Moóca e no Bixiga, os italianos; na Vila Zelina, os povos do leste europeu; na região da 25 de Março, os árabes; em Higienópolis, os judeus.

Apesar de estabelecerem próximo dos postos de trabalho, em bairros centrais como Glicério, Bom Retiro, Brás, Pari e Canindé, os imigrantes “periféricos” passam pelas mesmas dificuldades que brasileiros pobres – paulistas ou de outras regiões do País – enfrentaram décadas atrás: o alto custo de vida. Por isso, muitos deles estão optando por morar longe do centro.

“Os aluguéis mais baratos, o menor custo dos serviços e a assistência social prestada pelo serviço público acabam influenciando a opção por morar nas periferias”, explica Grover Calderón, que está há 15 anos por aqui e é presidente da Associação Nacional de Estrangeiros e Imigrantes no Brasil (Aneib).

“O povo brasileiro, fundamentalmente na periferia, é muito caloroso e geralmente eles recebem de braços abertos”, diz Calderón. E, uma vez na quebrada, os imigrantes começam a fincar raízes no Brasil e ingressam em movimentos sociais, como a luta por moradia. “Esses imigrantes vão fazer de grupos que estão reivindicando moradia, vão integrar as escolas públicas e o SUS”, diz Calderón.

Assim, é possível encontrar bolivianos em ocupações do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e na ocupação Jardim da União, no Grajaú (Extremo Sul de São Paulo). Haitianos estabelecem novas colônias em Interlagos e Cantinho do Céu, também na zona Sul, onde senegaleses comercializam réplicas de relógios de marca. Outros africanos se estabelecem no Extremo Leste da cidade.

O mercado formal de trabalho, entretanto, é mais complicado. Por isso, as opções que restam a muitos imigrantes são as áreas da construção civil, o trabalho doméstico, o comércio ambulante ou a costura – sem contar aqueles que acaba se envolvendo com a criminalidade.

Criminalizados pelo Estado

Entre as 11h e 19h de domingo, uma praça no Pari (zona norte de São Paulo), se torna ponto de encontro de centenas de bolivianos. Além de apresentações culturais e uma feira com comidas típicas, o local é palco de reinvindicações sociais, como a regulamentação dos imigrantes no País.

Batizada informalmente como praça Kantuta em homenagem a uma flor típica da Bolívia, o nome foi oficialmente adotado após um decreto municipal de 2004.

“Temos que valorizar todos os espaços políticos históricos e culturais construídos pelos imigrantes em São Paulo”, disse Rogério Sotilli, titular da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) na capital, no ano passado. “Quando a gente fala de imigrantes, temos que olhar para um população constituinte de uma construção política, social, cultural e economica da cidade”.

Sotilli prometeu construir uma política para essa parcela da população com as secretarias de saúde, educação, cultura e segurança pública, entre outras. O primeiro passo é a participação de imigrantes no conselho participativo municipal.

Legitimar a participação dos mais de 300.000 imigrantes regularizados (sem contar os que se encontram de forma irregular) na cidade é um desafio para o poder público.

Segundo Paulo Iles, coordenador de políticas para imigrantes da SMDHC, existem mais de 40 torneios de futebol amador criados por imigrantes na cidade. Nas escolas municipais, estudam alunos de pelo menos 55 nacionalidades diferentes. Apenas da América Latina, são 2.000 crianças matriculadas – em algumas escolas, elas respondem por 40% ou mais do total de estudantes.

“Porém, temos um estatuto da década de 80 que foi criado para proteger o Brasil do imigrante, e não o imigrante em si”, diz ele. “É esse o olhar e o paradigma da coordenadção dos imigrantes da cidade de São Paulo”, continua.

O Estatuto do Imigrante data de 1981 e busca resguardar, primordialmente, os direitos do trabalhador nacional.

“Em termos gerais, o imigrante é assunto de polícia porque tratamos tudo a partir do pressuposto do documento que vai decidir se ele pode ou não ficar aqui. Nesse sentido, o Brasil tá criminalizando o imigrante, que veio para cá justamente por suas dificuldades”, aponta José Carlos Sebe, professor aposentado do departamento de História da Universidade de São Paulo.

Desde 2009, um projeto de Lei do Imigrante está travado no Ministério das Relações Exteriores, além de outro projeto no Ministério da Justiça e no Senado.

“Hoje, o Brasil concede o visto de permanência, mas não se preocupa em oferecer aprendizado à língua, moradia, etc”, aponta o padre Paolo Parise, diretor do Centro de Estudos Migratórios (Cemi) da Missão Paz. “Em comparação, a Argentina está avançada, com uma legislação baseada nos direitos humanos e preocupação com políticas de integração”, conclui.

Movidos pela esperança

Eles vieram em busca de uma vida melhor. Chegaram aqui, encontraram (e ainda encontram) dificuldades, quase desistiram, mas venceram as primeiras batalhas. Conseguiram emprego, formaram famílias, se integraram aos brasileiros e constróem vida nova na cidade de São Paulo. Muitos deles começaram essa trajetória na ONG Missão Paz, localizada na região do Glicério, centro de São Paulo. É da entidade a foto em destaque, que mostra uma festa boliviana no Memorial da América Latina.

O casal pernambuco-boliviano

O boliviano Jony Alvarado veio passar férias no Brasil a convite de um amigo que tem uma oficina de costura. Aqui, gastou todo seu dinheiro e, para voltar à terra natal, foi obrigado a trabalhar como costureiro. Sem falar português, ele sequer saía às ruas, ainda mais sendo amedrontado pelo chefe.

“Conforme fui aprendendo português, comecei a sair, até que conheci minha atual esposa”, diz Alvarado, que se casou com a brasileira Uellia Ferreira, de Pernambuco.

Juntos, eles ainda enfrentam o preconceito de outros brasileiros, de quem Alvarado já ouviu que os bolivianos são todos ilegais e vêm para cá para roubar “nossos” empregos.

“Tivemos que pagar muita propina para tentar legalizar a documentação dele, que só veio com a anistia [concedida em 2009 a mais de 40 mil estrangeiros irregulares no Brasil]”, diz Uellia. Somente cinco anos após o início do relacionamento eles conseguiram se casar. Apesar dos percauços, hoje os dois têm empregos estáveis, vivem com os dois filhos e têm muitos amigos brasileiros em São Paulo.

Um congolês na Torre de Babel da saúde

Natural na República Democrática do Congo, Coddy está há mais de seis anos no Brasil. Ele não veio atrás de um sonho, mas porque a difícil situação no país africano o empurrou para isso. “O que conhecia do Brasil aprendi na época da escola. Nunca passou pela minha cabeça que um dia poderia conversar em português”. Ciente de que o idioma era a chave principal para se integrar à sociedade, ele se forçou a aprender nossa língua materna.

Aqui, conseguiu empregos na área da saúde. Começou em um posto de saúde na Cracolândia e, depois, foi transferido para a Unidade Básica de Saúde (UBS) da Sé, que recebe um enorme contingente de pacientes estrangeiros. “Como eu falo outras línguas, me mandaram pra lá. São pelo menos 15 línguas diferentes que eu escuto por dia”, diz ele, que trabalha na recepção e atende imigrantes que saem de Itaquera, na zona leste, para se consultar no centro.

Apesar do emprego, Coddy lamenta não conseguir validar aqui seu diploma de gestão de informática, conquistado na República Democrática do Congo, onde trabalhava numa empresa do ramo. Neste ano, porém, ele pretende voltar à sala de aula para cursar Comércio Exterior e aproveitar o interesse comercial do Brasil nos países africanos.

Dupla discriminação

Patricia Rivarola é filha de um casal de migrante com imigrante que se conheceram na cidade de São Paulo. Sua mãe chegou à cidade nos anos 1960, vinda do Paraguai, e não falava espanhol, mas sim o guarani, língua difundida pela etnia indígena e até hoje a mais comum no Paraguai. Em uma época em que o país era considerado sujo pelos brasileiros e com o estereótipo da falsificação, foi difícil para a mãe de Patricia conseguir emprego – isso sem contar o preconceito. Ainda assim, ela não era o principal alvo de discriminação.

Criada na periferia de Santo Amaro, zona Sul de São Paulo, Patricia notava que a principal vítima de preconceito na família era seu, um migrante cearense como tantos outros que formaram as quebradas da cidade. “Eles [os moradores] achavam a minha mãe máximo porque não tinham contato com outros imigrantes, muito menos do Paraguai”, diz ela, que hoje é voluntária na ONG Missão Paz, onde atua no fortalecimento das manifestações culturais.

Peruana ganha família brasileira

A peruana Melanie Dayana Chire Quintana chegou ao Brasil em outubro de 2009. Com dificuldades para encontrar serviço em São Paulo, trabalhou como empregada doméstica e outras áreas mal remuneradas. Grávida, assumiu o filho sozinha e buscou ajuda na Casa do Migrante, mantida pela ONG Missão Paz no centro da capital paulista. Sem condições de voltar ao país de origem e passar mais tempo com os parentes, foi lá que Melanie ganhou uma nova família: o casal Maria e Alceu Landim Alabarse.

Recém-aposentado, o neto de espanhóis Alceu procurou a Casa do Migrante para oferecer aulas gratuitas de português aos imigrantes. “Meus avós foram ajudados, acolhidos e conseguiram criar os seis filhos no Brasil. Por isso, faço esse trabalho com muita alegria”, diz ele, que foi convidado por Melanie para ser padrinho do pequeno Cristian Alexander.

Quando viu a situação de Melanie e seu filho, Maria convenceu o marido a acolhe-los na própria casa. “Poderia ser minha filha”, diz ela. Melanie e o filho passaram a morar num quartinho nos fundos da casa, até se integrarem totalmente ao dia a dia deles. “Eles já fazem parte da nossa vida, da nossa família”, diz Alceu. “Gostaria que as pessoas que continuam na luta para permanecer no Brasil consiga” encontrar outras pessoas que as auxiliem também”, conclui ele.

Thiago Borges

(Periferia em Movimento – 23/04/2014)

 



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