ACRE QUER DIVIDIR A CONTA

A gestão do fluxo de imigrantes exige maior implicação da União.

Em reunião com o presidente do Conselho Nacional de Imigração (CNIg) Paulo Sérgio de Almeida, o secretário estadual de Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão, declarou que os gastos, principalmente com a viagem dos imigrantes que chegam ao estado para outros outros destinos, que custa R$ 1 milhão por mês aos cofres públicos, estão se tornando “cada vez mais pesados para o Acre”.

Em média, 40 imigrantes chegam no estado diariamente, de acordo com a Sejudh. Para viabilizar um fluxo contínuo de entrada e saída de pessoas e atender o desejo dos próprios haitianos que vão em busca de trabalho em outros lugares, o governo tenta garantir que, no mínimo, um ônibus fretado saia do Acre com até 45 passageiros por dia, ao custo de R$ 700 por imigrante. Desta forma, o abrigo em Rio Branco, também mantido pelo estado, pelo preço de R$ 22 mil por mês, permanece com um número aproximado de 100 pessoas.

“Nós temos uma demanda fundamental que é alocar mais recursos do governo federal para cuidar dessa área que a da sua competência. Cuidar da defesa, da administração das fronteiras e do processo imigratório é de competência exclusiva da União. Como os imigrantes estão passando pela fronteira do Acre e aqui é a nossa casa, nós estamos cooperando, mas precisamos que o governo federal nos ajude ainda mais”, afirma Nilson Mourão.

De acordo com o presidente do CNIg, Paulo Sérgio de Almeida, desde 2010, quando iniciou o processo imigratório, o conselho vem acompanhando e avaliando a situação. Em 2012, uma resolução prévia garantiu o visto humanitário, que dá aos haitianos uma condição imediata de residência permanente no intuito de que a imigração para o Brasil fosse regularizada.

“É uma política que está em execução mas que não conseguiu conter a imigração via fronteira. Muitos imigrantes acabam passando por aqui pelo estado, mas o que eles querem é trabalhar e se inserir no mercado de trabalho do Brasil, nas regiões onde estão havendo contratações, que são regiões do centro sul do país. Então, nosso objetivo é que esse procedimento seja o mais breve possível, para que não se onere o estado e as pessoas possam fazer o que querem, que é trabalhar”, afirma.

Rayssa Natani

(G1 – 07/01/2014)



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