DESINFORMAR PARA DESSERVIR

A informação é essencial para a prevenção. Já o sensacionalismo gratuito pode ter consequências graves sobre a vida das pessoas, sobretudo os mais vulneráveis. 

Ao contrário de que informou o Blog da Amazônia, conhecido por seu tom alarmista quando se trata da imigração africana e haitiana pelo Acre, os exames com suspeitas de filariose realizados entre os dias 24 e 29 de setembro,em imigrantes de abrigo de Rio Branco, não são conclusivos. Eles ainda devem ser submetidos a testes de sorologia em Recife (PE). Segundo a diretora de vigilância em saúde, Izanelda Magalhães, os testes rápidos nesses casos não são confirmatórios.

Segundo relatado pelo G1, até o momento não existe nenhum caso confirmado. O valor dos testes só poderá ser reconhecido através de uma análise mais aprofundada da sorologia a ser realizada no Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM), em Recife (PE).

“Se existir qualquer confirmação temos que coletar o sangue e mandar para unidade de referência, que no caso do Brasil é a Aggeu Magalhães, em Recife. O resultado leva em torno de 15 a 20 dias para ser encaminhado de volta, afirma Izanelda.

Os testes foram realizados em Rio Branco, a partir de uma capacitação do Ministério da Saúde, através do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz Pernambuco, para qualificar os profissionais de saúde para o diagnóstico de filariose. “Nessa capacitação, fizemos uma amostragem nos haitianos, já que no Haiti existe uma prevalência bastante considerável de filariose”, explicou a diretora.

Ao todo, foram recolhidas amostras de 390 imigrantes, que aceitaram passar voluntariamente pelos testes. Além da elefantíase, exames de malária e doença de chagas também foram feitos.

Em Rio Branco, imigrantes vivem em abrigo localizado na estrada Irineu Serra, administrado pelas secretarias de Desenvolvimento Social e Justiça e Direitos Humanos do Acre.

Além disso, conforme explicado e sublinhado pelos profissionais da saúde, a filariose não é uma doença contagiosa, que passa de pessoa para pessoa. É necessário que o vetor, o mosquito, esteja infectado. Para isso, o mosquito precisa sugar o sangue de uma pessoa infectada. Dentro do mosquito, a larva sugada do indivíduo tem que passar um período de maturação, de 14 a 21 dias, até se tornar larva infectante.

Quando esse mosquito for sugar o sangue de outro indivíduo, poderá transmitir a doença. Para isso são necessárias muitas picadas do ou dos mosquitos infectados. Portanto, não é um contágio fácil de ocorrer, mas nós temos que trabalhar para que a população não esteja vulnerável e é por isso que se faz necessário a identificação e tratamento dos indivíduos.

(oestrangeiro.org)



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