# em pauta

PREVENÇÃO SIM. ALARMISMO NÃO

Alarmismo não é sinônimo de prevenção. Pelo contrário. Alarmismo gera pânico e impede a gestão racional e eficiente do risco ou da crise. Alarmismo excessivo reflete medo arcaico e ressuscita o instinto de horda.

Aliás, há de se perguntar se a preocupação com a saúde pública não passa de álibi para liberar nosso inconsciente racista e intolerante. Onde acaba o perigo real e onde começa a ameaça imaginária?

Propostas autoritaristas como a de maior controle nas fronteiras, por exemplo, só irá alimentar a corrupção, aumentar o lucro dos coiotes e dificultar o acompanhamento de eventuais casos da doença.

Nem a fortaleza européia nem o aparato securitarista norte-americano conseguem coibir as migrações transnacionais.

O tratamento consequente dos fluxos humanos não precisa prescindir dos valores democráticos e dos princípios universais de direitos humanos. E, além de nos poupar aviltamentos inúteis, pode se revelar um eficiente instrumento para remediar à propagação de todos os vírus – inclusive o mais pernicioso e destrutivo dentre eles: o vírus do ódio e da intolerância.

Veja a nossa análise completa..



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