MISSÃO MULHERES MIGRANTES

Missão Paz, que atende imigrantes e refugiados em SP, muda estrutura de atendimento.

A missão Paz, que atende imigrantes e refugiados na capital paulista, mudou a estrutura de atendimento para atender o número cada veza maior de de mulheres que chegam ao local.

Algumas estão grávidas, mas diferentemente do que acontecia em abril e maio, quando chegavam ao país, prestes a dar à luz, agora elas engravidam no Brasil.

O número de mulheres haitianas que chegam à Missão Paz, que atende imigrantes e refugiados na capital paulista, vem aumentando. Diante deste perfil, a estrutura no atendimento mudou.

Para se ter uma ideia, de janeiro a julho, esse número cresceu mês a mês, somando no período 277 mulheres. De agosto para setembro, houve uma queda de 20%, mas os números de outubro, ainda não fechados, indicam um crescimento em relação a setembro.

Ao exemplo dos homens, elas buscam uma melhora na qualidade de vida, como contou a ajudante-geral Emônd Cristine, que está há uma semana na Igreja Nossa Senhora da Paz, na região central da capital, onde fica a Missão. Contamos com a ajuda do haitiano Max Prival na tradução da nossa conversa.

Ela chegou aqui para trabalhar, para conseguir dinheiro para mandar para lá [Haiti], diz o tradutor. Depois, se Deus quiser, trazer todos para cá. Ela quer que a vida melhore.

Nesta sexta-feira (17/10), cerca de dez mulheres estavam na Igreja, algumas grávidas, e diferentemente do que acontecia quando chegavam ao Acre, em abril, prestes a dar à luz, hoje elas engravidam no Brasil.

Diante deste perfil, a estrutura de atendimento mudou, como informou a assistente Social, da Missão, Mônica Quenca.

Elas chegam, arrumam trabalho. Mulheres têm uma força de trabalho muito grande, arrumam emprego rápido, mas também estão engravidando muito rápido, explica Mônica. Acompanho as famílias e tenho 11 grávidas no grupo, três grávidas de gêmeos, que têm a data de parto prevista para janeiro e fevereiro de 2015.

O padre Paolo Parise, um dos responsáveis pela Missão Paz, comentou quais os cuidados que surgiram nas últimas semanas com o aumento do número de mulheres.

Sempre tentamos instruí-las para que elas saibam os perigos de doenças e também ajudá-las a entender como funciona, no caso das grávidas, todo o processo no Brasil, que é diferente do Haiti. Aqui há todo um acompanhamento que lá não existe, que elas tomem consciência da importância disso. E àquelas que trabalham, claro, dar o instrumental para não serem exploradas.

Desde abril chegaram cerca de 2,8 mil haitianos na Missão. Desse total são aproximadamente 360 mulheres.

(CBN – 17/10/2014)



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