LA LINGUA DEI NONNI

O ‘talian’ é reconhecido como patrimônio cultural nacional.

O talian, que é um dialeto falado por mais de 500 mil italianos, agora é patrimônio nacional. O reconhecimento vai ajudar a preservar um pouco cultura dos chamados nonos que povoaram, principalmente o sul do Brasil, na década de 1930.

Nas músicas, nas conversas, nos encontros de família, o dialeto trazido da região de Vêneto, no norte da Itália, o “talian” faz parte do dia-a-dia de quatro gerações de imigrantes italianos.

No final da década de 1930, durante o estado novo de Getúlio Vargas, o dialeto chegou a ser proibido, era a época da Segunda Guerra Mundial.

Mesmo assim, ainda hoje, o dialeto é falado por cerca de 500 mil pessoas em 133 cidades brasileiras. Em Serafina Corrêa, na Serra Gaúcha, desde 2009, é considerado uma segunda língua oficial. Na cidade, 90% da população é de origem italiana.

Por isso, por todos os lados, há referências da cultura. Há ainda réplicas de monumentos históricos da Itália, como o “La rotonda”, ponto turístico, que é a casa mais visitada em Vincenza do Vêneto.

O certificado que reconhece a língua dos “nonos” como patrimônio histórico e artístico nacional não garante a sobrevivência do “talian”, entre os descendentes mas amplia o apoio a pesquisas e à divulgação do dialeto.

“Com a divulgação do projeto a nível nacional, de uma tutela do governo federal, vamos ter com o passar do tempo, o ensino nas escolas”, fala Paulo Massolini, presidente da Federação das Associações Ítalo-Brasileiras no Rio Grande do Sul.

Serafina Côrrea

(G 1 – 20/11/2014)



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