O PARANÁ QUER REFUGIADOS

“Os refugiados chegam com grande bagagem de experiência e diversidade cultural, o que trará efeitos positivos ao mercado de trabalho local”.

O Ministério da Justiça e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) criaram, em parceria, o projeto Mobilidade Regional e Inserção Socioeconômica de Refugiados.

Assinado nesta segunda-feira (24/11), em Curitiba (PR), ele visa facilitar a migração de refugiados colombianos que se encontram atualmente no Equador e buscam melhores possibilidades de reconstruir suas vidas no Brasil.

A ação será desenvolvida por meio do projeto-piloto e pioneiro chamado Mobilidade Regional e Inserção Socioeconômica de Refugiados, proposto pelo Ministério da Justiça e Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil.

O Paraná foi escolhido para iniciar o projeto por ser um dos poucos estados brasileiros a implantar um Comitê Estadual para Refugiados e Migrantes – o CERM. Além disso, é também um dos poucos estados que finalizam um Plano Estadual de Políticas Públicas para Migrantes, Refugiados e Apátridas e que apresenta um dos maiores índices de empregabilidade do país.

Estatísticas oficiais mostram que existem no Brasil cerca de 7 mil refugiados de 80 nacionalidades diferentes. O Equador, com um território 33 vezes menor, por sua vez, é o país da América Latina que possui o maior número de refugiados – 56 mil, dos quais 98% são colombianos.

A ideia do projeto é oferecer uma alternativa para ampliar as perspectivas de integração local como uma solução duradoura aos refugiados que, apesar de não se encontrarem em situação de vulnerabilidade prolongada, segundo a Acnur, ainda buscam autossuficiência e estariam aptos a trabalhar logo após sua chegada ao Brasil.

Para facilitar a integração local e a inserção no mercado laboral, os refugiados participantes do projeto terão acesso a aulas de Língua Portuguesa ainda no Equador. No Paraná, será formada uma rede, composta por instituições dos setores público, privado, universidades e sociedade civil, que trabalhará em conjunto para criar condições de integrar cerca de 200 refugiados colombianos até meados de 2016.

Além de promover a inclusão no mercado de trabalho, as instituições envolvidas também viabilizarão programas de qualificação social e profissional, prevenindo e combatendo exploração e violação dos direitos trabalhistas dos refugiados.

Será formada uma rede, composta por instituições dos setores público, privado, universidades e sociedade civil, que trabalhará em conjunto para criar condições de integrar cerca de 200 refugiados colombianos até meados de 2016.

“Esse é um gesto humanitário do Governo do Paraná e estamos à disposição para que o projeto seja bem sucedido”, disse o secretário do Trabalho, Amin Hannouche. “Veremos a qualificação de cada um e, num segundo momento, o que podemos fazer para qualificá-los melhor ainda para que possam ocupar outras funções onde existam demandas que os paranaenses não tenham interesse”, ressaltou Hannouche.

O represante do Acnur no Brasil, André Ramirez, disse que a parceria com o Paraná tem em vista as oportunidades no Estado e a existência de um Comitê Estadual atuante na área de refugiado. “Os refugiados chegam ao país com uma grande bagagem de experiência e diversidade cultural, o que trará efeitos positivos ao mercado de trabalho local”, disse ele.

(Redação + Agências)



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