O MÍNIMO

Na falta de um programa específico, 163 famílias de refugiados sírios estão recebendo ajuda federal por meio do Bolsa Família.

Entre os países da América Latina, o Brasil é o que mais recebeu até agora pessoas fugindo da guerra civil da Síria. De acordo com o Ministério da Justiça, 2.097 sírios vivem no país atualmente – o maior grupo entre os 8.530 refugiados do Brasil, à frente dos angolanos, que são 1.480.

Como não falam a língua portuguesa e chegaram ao país no meio de uma crise econômica, muitos desses refugiados, apesar de terem qualificação profissional,- não conseguem emprego. O governo brasileiro, diferentemente de outros países, não tem um programa específico apenas para refugiados que ofereça diretamente ajuda financeira a eles.

De acordo com a reportagem da BBC, a inclusão de sírios o Bolsa Família vem aumentando desde 2013, quando sete famílias eram beneficiadas. Atualmente são 163 famílias – em torno de 400 pessoas no total. No total, 15.707 famílias com estrangeiros estão no programa.

Ainda de acordo com o ministério, todo estrangeiro em situação regular no Brasil pode ter acesso ao Bolsa Família, pois a lei não os distingue dos brasileiros.

Um dos que recebem o auxílio federal é o programador Ali, 34, que era um homem rico na Síria. Ganhava US$ 4.000 (cerca de R$ 15 mil) por mês, tinha carro e foi um dos melhores alunos da sua pós-graduação.

“Aqui no Brasil, sou pobre”, contou ele à BBC. O sírio se mudou há um ano e sete meses para o país sul-americano fugindo da guerra civil.

O secretário nacional de Renda de Cidadania do Ministério, Helmut Schwarzer, diz acreditar que o número de sírios no programa irá crescer. “À medida que a documentação das famílias for ficando pronta, que o direito de residência for concedido, pode ser que mais famílias solicitem o benefício.”

(O Tempo – 14/10/2015)

 



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