[Clipping] Destaques de janeiro/2021

A seguir, uma seleção de notícias sobre migração transnacional na mídia em janeiro 2021:

Relatório da ONU revela redução da migração mundial por causa da pandemia

A migração global caiu quase 30% entre 2019 e 2020 por causa da pandemia de Covid-19, conforme relatório “Migração Internacional 2020”, divulgado pelas Nações Unidas. No total, 281 milhões de pessoas viviam fora de seu país em 2020. Dois terços dos migrantes vivem em 20 países. Os Estados Unidos lideram a lista, com 51 milhões de imigrantes em 2020, seguido da Alemanha, Arábia Saudita, Rússia e Reino Unido. Entre os países com maiores diásporas, estão Índia, México, Rússia, China e Síria. A matéria foi divulgada pelo G1.

Editora Fórum lança livro sobre nova lei de migração

A Editora Fórum lançou a obra “A Nova Lei de Migração e os Regimes Internacionais“, coordenada pelos advogados Ana Flávia Velloso (Advocacia Velloso) e Tarciso Dal Maso Jardim. O livro trata dos paradigmas inovadores da questão migratória no Brasil. De acordo com o site Migalhas, entre os assuntos abordados, está a implementação da nova lei pelas instituições de todas as esferas de poder.

Cartilha facilita comunicação de migrantes em serviços de saúde no RS

A Secretaria da Saúde (SES) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançaram a Cartilha para Acolhimento de Migrantes Internacionais em Unidades de Saúde. O documento reúne frases básicas e específicas usadas nos serviços de saúde, traduzidas para os idiomas crioulo haitiano, espanhol, francês e wolof. O objetivo é facilitar a comunicação e o acolhimento de pacientes que não falam português, em especial para os migrantes haitianos, senegaleses e venezuelanos que vivem no território gaúcho. De acordo com o site da Secretaria de Saúde do RS, entre as frases traduzidas pela cartilha, estão as mais variadas reclamações que podem levar alguém a buscar assistência, tais como dores de cabeça, dores abdominais, vômitos, síndromes gripais e outros. A versão impressa será distribuída para todas as regiões do Estado.

Brasileira implementa museu virtual do migrante com sede em Berlim

A brasileira Suely Torres, há mais de 30 anos morando na Alemanha, idealizou e implementou o Deutsches Migrantionsmuseum (DMM), o Museu Alemão da Migração, disponível online desde o dia 28 de dezembro, contando com a chancela do governo da Alemanha. “Como conhecer o migrante de perto, se grande parte da mídia ainda o reproduz como um estranho?”, questiona. Com um acervo formado por depoimentos em vídeo, o DMM é uma plataforma digital que pretende consolidar-se como ponto de encontro, diálogo e troca de informações sobre migração. O Observatório da Imprensa publica uma entrevista com Torres, em que ela comenta sobre como é ser migrante na Alemanha.

UFMG e Ufes abrem vagas para refugiados em cursos de graduação

A UFMG vai oferecer, neste ano, 77 vagas em seus cursos de graduação para estrangeiros em situação de vulnerabilidade, como refugiados, asilados políticos, apátridas, portadores de visto temporário ou de autorização de residência para fins de acolhida humanitária e outros imigrantes beneficiários de políticas do governo brasileiro. Também se enquadram nessa condição o cônjuge, os ascendentes e descendentes, assim como os demais membros do grupo familiar que dependem economicamente do refugiado, desde que se encontrem no Brasil. Os interessados em participar do processo seletivo devem fazer sua inscrição exclusivamente pela internet e para um único curso de graduação, na página eletrônica da Comissão Permanente do Vestibular (Copeve), até o dia 25 de fevereiro, de forma gratuita. Os interessados só precisam informar o seu número de CPF. De acordo com o site da UFMG, os candidatos serão selecionados por meio do Enem.

O site Século Diário informa que a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) tem um processo seletivo especial destinado a solicitantes de refúgio, refugiados, portadores de visto humanitário e migrantes de localidades onde há grave violações de direitos humanos. A inscrição na Ufes para os cursos de graduação é simplificada, mediante apresentação de documento com foto que comprove situação de refugiado ou solicitante de refúgio e comprovante de conclusão do equivalente ao ensino médio em seu país de origem, com tradução para português caso esteja em outra língua.

Fernanda Paraguassu
Jornalista e pesquisadora do Grupo Diaspotics



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