Brasil já conta com 32 universidades com vagas específicas para refugiados

Grandes universidades brasileiras, como a Unifesp, têm engrossado um movimento – que já envolve 32 instituições públicas e privadas de ensino superior- em que oferecem vagas específicas em seus cursos para refugiados, apátridas e pessoas com visto humanitário. De acordo com a reportagem do jornal Folha de S. Paulo, os convênios com as universidades têm sido possíveis por meio da Cátedra Sérgio Vieira de Melo, programa implementado pelo Acnur (Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), uma homenagem ao diplomata brasileiro morto em 2003 durante um atentado a bomba no escritório das Nações Unidas em Bagdá, no Iraque.

O haitiano Hervens Ceridor, 38, é estudante do quinto período de Relações Internacionais na Unifesp e conseguiu uma das vagas reservadas para refugiados na universidade. Imagem: Bruno Santos/Folhapress

Imprensa internacional repercute morte de imigrante congolês no Rio de Janeiro

A morte do imigrante congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, assassinado em um quiosque na praia da Barra da Tijuca, na noite do dia 24 de janeiro, repercutiu fortemente na imprensa internacional. De acordo com O Globo, o jornal americano Washington Post, o francês Le Figaro e o português O Observador destacaram em suas publicações a violência com que a Moïse morreu e a possível relação do crime com questões raciais e o sentimento anti-imigrante. Os sites do Congo L’Interview e Electionnet abordaram a comoção gerada pelo crime na população brasileira e na família do jovem. Kabagambe trabalhava no local em que foi assassinado e havia pedido o pagamento das diárias atrasadas ao seu superior.

Imigrantes e refugiados podem ter aulas de português de graça no DF

O projeto “SER+” oferece aulas gratuitas de português para imigrantes e refugiados no Distrito Federal. De acordo com o portal G1, as inscrições podem ser feitas no campus de Taguatinga da Universidade Católica de Brasília. Para se inscrever é preciso levar foto 3×4 e passaporte. “É desejável também apresentar comprovante de residência, RG ou CPF”, dizem os organizadores do curso. O material didático é fornecido pelo projeto, uma parceria entre a Universidade Católica e o Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH). As aulas são ministradas por universitários voluntários da instituição de ensino ou de fora.

Rio é um dos estados que mais recebe imigrantes e refugiados

O Bom dia RJ foi conhecer algumas histórias de imigrantes da República Democrática do Congo, que vieram ao Brasil recomeçar suas trajetórias. De acordo com a Associação dos Congoleses, a população de
refugiados do país africano que vive no Brasil é hoje de quase 5.000 pessoas. Os depoimentos dados à reportagem falam sobre a saudade da terra, da comida e dos parentes que ficaram no país africano e também sobre a acolhida pelo povo brasileiro. O Congo é a segunda maior nação do continente africano e, apesar da riqueza em reservas de riquezas minerais e de seu forte impacto geopolítico na região, é um dos países mais pobres do mundo. Apesar das dificuldades, as oportunidades também fizeram os congoleses escolherem o Brasil, como a oferta de bolsas de estudos em universidades brasileiras.

Em três dias de invasão, mais de 200 mil pessoas fugiram da Ucrânia para países vizinhos

Mais de 200 mil ucranianos chegaram a países vizinhos nos três primeiros dias da invasão russa, que se iniciou no dia 24 de fevereiro. A reportagem da Agência Brasil traz dados do balanço realizado pela agência das Nações Unidas para os refugiados. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados disse, usando o Twitter, que os números de pessoas que fogem das tropas russas estão em constante mudança e que as atualizações seguem sendo divulgadas.

Rede de ativistas “Vidas Imigrantes Negras Importam” denuncia injustiças contra africanos

Ativistas brasileiros da rede Black Lives Matter (Vidas negras importam), que reúne pessoas e organizações que lutam contra a xenofobia e o racismo no Brasil, têm realizado manifestos para denunciar a violência sofrida pela população negra do continente africano. A frente foi criada após o assassinato violento de outro imigrante em maio de 2020, o frentista angolano João Manuel. Morador da região leste de São Paulo, ele foi esfaqueado perto de casa por um mecânico brasileiro, após uma
discussão sobre o recebimento do auxílio emergencial por imigrantes – que tinham direito ao benefício do governo, quando vigente. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, a congolesa Hortense Mbuyi, uma das primeiras a integrar a rede, conta que já vinha percebendo há algum tempo uma escalada na discriminação contra imigrantes africanos e haitianos que moram na periferia.

Furnas abre inscrições para Curso Cuidador destinado a refugiados

A empresa Furnas Centrais Elétricas abriu inscrições gratuitas para o Curso Cuidador, promovido em parceria com o Centro Brasileiro de Cooperação Intercâmbio de Serviços Sociais (CBCISS). Com o apoio do Programa de Atendimento a Refugiados e Solicitantes de Refúgio (Pares), da Cáritas e do Centro de Apoio aos Refugiados, a turma vai receber exclusivamente refugiados que vivem no Rio de Janeiro. De acordo com a Agência Brasil, as inscrições podem ser realizadas na página da Furnas.