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UFSCar quer aumentar o acesso de refugiados ao Ensino Superior.

Refugiados que tenham registro emitido pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, podem se candidatar a uma vaga em qualquer um dos 61 cursos de graduação presencial oferecidos pela Universidade Federal de São Carlos (UFScar), no interior de São Paulo. O processo de seleção para 2016 usará o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Para participar, os candidatos devem ter participado de alguma edição do Enem desde 2011 e enviar os documentos exigidos pela UFSCar por correio até 31 de agosto. Entre os documentos, são obrigatórios: ficha de inscrição, documento que comprove conclusão de estudos equivalentes ao Ensino Médio e atestado do Conare que comprove sua situação.

De acordo com o coordenador de ingressos da UFSCar, Wagner Souza, dois refugiados já se formaram e seis estão matriculados na universidade. A instituição deseja, porém, ampliar o número de refugiados na graduação e, por isso, implantou alterações no processo de seleção para o ano letivo de 2016.

“A procura pelas vagas tem sido baixa e queremos que aumente. Em 2014, houve 12 inscrições. Alteramos (o processo de seleção) para ter um maior número de inscritos, até porque o Brasil está recebendo mais refugiados. No entanto, havia dificuldade para que eles viessem até São Carlos para fazer uma prova. Havia um processo específico de seleção”, afirmou Souza. Segundo o coordenador de ingresso da UFSCar, os candidatos geralmente são de países do Oriente Médio, como Líbano, Iraque e Irã (que não é árabe), da África e da América Latina.

Candidaturas e seleção

Candidatos refugiados que tenham participado de alguma edição do Enem desde 2011 podem usar seu número de inscrição para se candidatar na UFSCar. Se for candidato único, o refugiado está aprovado, desde que não tenha nenhuma nota zero nas cinco notas que compõem o Enem: Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; e Redação.

Se mais de uma pessoa se candidatar a uma vaga, será admitida a candidatura com maior nota na somatória das cinco habilidades. Em caso de empate será admitido quem tiver participado do Enem mais recentemente. Se a igualdade persistir, será aprovado quem tiver melhor nota na redação.

“Esse sistema não é diferente do Sistema de Seleção Unificada (Sisu, que é aplicado aos estudantes brasileiros e os seleciona para as universidades públicas), não tem nota de corte”, afirmou Souza. Se o curso não tiver nenhum inscrito ou se o aprovado não se matricular, em 20 de janeiro de 2016 haverá uma segunda chamada para refugiados. Aqueles que se interessarem terão até o dia 28 de janeiro para se inscrever. Eles serão convocados para uma avaliação simplificada, que consiste em uma redação. No dia 12 de fevereiro, os aprovados serão anunciados e convocados para a matrícula.

A UFSCar oferece cursos de graduação presenciais nas áreas de humanas, exatas e biológicas em campus localizados nos municípios paulistas de São Carlos, Sorocaba, Buri e Araras. Segundo Souza, os cursos mais procurados pelos refugiados que se candidatam são o de Medicina e as engenharias.

Serviço

Todas as informações e datas, assim como a ficha de inscrição, estão disponíveis no edital de seleção para ingresso de refugiados.

Mais informações no site da UFSCar  ou no telefone (16) 3351-8152

Marcos Carrieri

(ANBA – 20/05/2013)

 



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