Na última quinta-feira, 07 de maio, aconteceu o Seminário Internacional “Migrar, Educar, Pesquisar: Produções Negras contra o Silenciamento Epistêmico”, no Salão Dourado do Palácio Universitário do campus Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O evento foi organizado pelo DIASPOTICS – Grupo de Pesquisa em Migrações Transnacionais e Comunicação Intercultural, e contou com a participação de Gina Lafortune (Université du Québec à Montréal) e Marc Donald Jean Baptiste (UEL/UQAM), além de docentes e pesquisadoras(es) de diferentes instituições.

As três mesas que compuseram o evento, respectivamente, 1) Produção do Conhecimento e a Inclusão Negra a partir da Infância; 2) Educação, Currículo e Epistemologias Negras; e 3) Algoritmos, Xenorracismo e Direito de Defesa, proporcionaram atravessamentos de saberes e articulações no que tange à reflexão sobre a inclusão negra na universidade, ao enfrentamento ao epistemicídio e aos desafios vividos por migrantes negros no campo acadêmico.

Etimologicamente, a palavra seminário faz referência ao ato de semear, com referência ao latim seminarium. Assim aconteceu no evento da última quinta-feira. Na ocasião, de forma coletiva, construiu-se um espaço de diálogo político-acadêmico sobre migrações, comunicação intercultural e produção de conhecimento negro, num movimento dialético e transdiscipinar.

O Seminário Internacional “Migrar, Educar, Pesquisar: Produções Negras contra o Silenciamento Epistêmico” reforçou a importância e a potência dos eventos internacionais para a academia científica. Em tempos de demasiada aceleração e de individualização da vida e do trabalho, é importante que pausemos e nos encontremos com o Outro: escutar a diferença, produzir diferença e assimilar a diferença.

Na última quinta-feira, transnacionalmente, entre Brasil e Canadá, Rio de Janeiro, Québec e Montreal, foram produzidos modos de subjetivação e de territorialização-desterritorialização-reterritorialização da ciência. De encontro ao que afirmou a Profa. Doutora Gina Lafortune em sua fala, no que diz respeito às articulações entre pesquisa, docência e extensão, o evento semeou diversidades e interculturalidades. 

Segundo a professora doutora, o trabalho acadêmico, no cotidiano, é como uma navegação. Refletindo acerca das relações institucionais que compõem a sua prática, a pesquisadora pontuou que navega cotidianamente entre os sentidos de sua presença no espaço universitário. Discorrendo acerca do relacionamento entre estudante e professor, entre avaliações do ensino e das temáticas que são ensinadas, Lafortune enfatizou a importância de navegar na academia. Assim o fizemos.

Fotos por: João Vieira (John Creder)